Caso Sophia: laudo apresenta causa da morte e confirma violência sexual

Foto: Marcos Maluf
Foto: Marcos Maluf

A causa da morte de Sophia de Jesus Ocampo, de 2 anos, foi divulgada nesta sexta-feira (03) após realização de exames necroscópicos. As informações são de que a menina morreu após sofrer um traumatismo raquimedular na coluna cervical. Também foi constatado que houve “violência sexual não recente”, de acordo com laudo necroscópico.

O laudo necroscópico da vítima foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário nesta sexta-feira (03).

No dia 26 de janeiro, Sophia foi agredida até a morte pelo padrasto, Christian Campoçano Leitheim, com o conhecimento da genitora Stephanie de Jesus da Silva. No dia seguinte, 27 de janeiro, o casal havia sido preso em flagrante e levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para prestar depoimento à polícia.

Já no sábado, dia 28 de janeiro, após audiência de custódia, o juiz Carlos Alberto Garcete converteu a “prisão em flagrante” em “prisão preventiva”. Em sequência, o casal foi encaminhado para presídios da capital.

Entenda o caso

Na noite da última quinta-feira (26), Sophia de Jesus Ocampo foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino morta e com sinais de espancamento. De acordo com a equipe médica, a criança já apresentava rigidez cadavérica.

No local, a mãe alegou que a criança teria passado muito mal durante o dia, teria vomitado diversas vezes e chorava muito. Mas, ao dar entrada na unidade, os médicos de plantão já constataram o óbito.

O caso deixou a equipe médica em estado de choque, pois ao receber a vítima, eles perceberam que no corpo da menina, haviam várias lesões nas costas, braços, joelho, olho e inchaço no ombro esquerdo, além disso, a barriga dela estava muito inchada. Também foi constatado sinais de estupro. Os dois foram presos em flagrante.

Ao O Estado Online, o delegado Pedro Henrique Cunha, plantonista de Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, confirmou que esteve na casa do casal e o padrasto confirmou que teria espancado a menina, mas que isso tinha acontecido há dois dias. “A mãe confirmou que o padrasto agredia a criança com tapas e socos para, segundo eles, corrigir. Representamos pela prisão preventiva dos dois que, inclusive, já tem passagens registradas por maus-tratos. Pedimos também exame de corpo delito no corpo da criança para apurar, suposto, caso de estupro de vulnerável”, disse o delegado.

A criança já teria mais de 30 passagens por unidades de saúde da Capital. O pai biológico de Sophia já havia registrado boletim de ocorrência por maus-tratos em 2021 e 2022, depois de perceber que a filha vinha sendo maltratada, de acordo com Cunha.

O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil e será distribuído para a DEPCA (Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente) que segue as investigações.

Serviço:

Disque 180

O Disque-Denúncia, criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), permite denunciar de forma anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. Os casos recebidos pela central chegam ao Ministério Público.

Disque 100

Para casos de violações de direitos humanos, o Disque 100 é um dos meios mais conhecidos. Aliás, as denúncias podem ser feitas de forma anônima para casos de violações de direitos humanos.

O canal envia o assunto aos órgãos competentes no município de origem da criança ou do adolescente.

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