“Atrasados e Lotados”: População reclama das condições do transporte público em Campo Grande

Foto: Berlin Calderão
Foto: Berlin Calderão

Valores altos, condições precárias, demora nos horários e superlotação. São algumas das reclamações que os moradores têm das condições dos ônibus em Campo Grande. A reportagem do portal O Estado Online, realizou uma enquete com os usuários do transporte público,  na rede social do Facebook, e em sua maioria aparecem comentários como a condição dos ônibus e o valor da tarifa.

Um dos usuários chegou a sugerir ônibus elétricos na cidade ou uma nova concessionária para que assim, parasse de subir os valores cobrados das passagens. “Já tá um absurdo de caro imagina se subir, aí na onde que nós vai parar hein. O certo é ter uma nova concessionária que tem ônibus elétrico e trazer para capital, aí para de subir passagem (SIC)”. Uma outra moradora de Campo Grande, comentou (SIC) “Ônibus lotado logo de manhã, atrasos de motorista e final de semana nem dá pra sair. Um ônibus uma vez na vida outro na morte”, relata.

Nas ruas conversamos também com alguns usuários do transporte coletivo e entre eles, Dona Graciele conta que precisa utilizar o serviço para ir trabalhar. Ela explicou que um possível aumento na tarifa é considerado ruim se comparado as condições dos ônibus. “Tá péssimo, e quando a gente perde o horário? A gente perde o ônibus e o patrão não quer saber se chegamos atrasados por causa do ônibus. Ou então a gente acorda de madrugada para chegar cedo”, desabafa.

Outro problema relatado por Dona Graciele, moradora do bairro São Conrado, é a demora e superlotação nas linhas como o 070 e 080. “Tem gente que vai em pé, fica na porta”, comenta. Veja na entrevista a seguir:

Aumento na TarifaDurante reunião na última quarta-feira (1º) da Comissão de Mobilidade Urbana realizada na Câmara dos Vereadores de Campo Grande, o Diretor-executivo do Consórcio Guaicurus Robson Strengari apresentou alguns problemas enfrentados pela empresa terceirizada responsável pelo transporte público na Capital.

O diretor levou em público a questão do recente subsídio aprovado em 17 de janeiro, quando foi estabelecida a tarifa da passagem de R$ 4,40. Porém, Robson afirmou que os técnicos da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) realizaram um novo levantamento da tarifa, que chegou ao custo de R$ 5,15.

Contrato – De acordo com o vereador Profº Andre Luis (REDE), que fez a leitura em sua totalidade do contrato e o edital de concorrência do Consórcio Guaicurus, explica que essa exclusividade é contratual e sua remuneração é na totalidade da venda dos tickets. No contrato, essa exclusividade que começou em 2012 só terminará em 2032 com a renovação por mais 10 anos.

Conversando com o parlamentar, ele nos apresenta um exemplo bastante didático de como teria sido construído o contrato para o transporte público, com relação a exclusividade e remuneração do Consórcio Guaicurus. “Vou te dar um exemplo, eu cedo um espaço para fazer uma lanchonete e aquele que oferecer um valor maior fica com o espaço, só que eu não vou te repassar nada e a sua remuneração será totalmente pela venda dos produtos nessa lanchonete. Aí você monta o espaço e esperava vender uns 200 sanduíches por dia, mas acaba vendendo 20 unidades. E então começa a ficar esse desequilíbrio”, explica.

Ainda segundo o vereador, quando há um aumento muito grande do combustível acaba sendo necessário gerar esse reajuste. Porém, segundo o parlamentar, seria necessário que o poder público subsidiasse o valor pois, o cidadão acaba não conseguindo arcar com a tarifa que tem um valor desproporcional. Confira no vídeo a seguir.

“A exclusividade de exploração do Consórcio Guaicurus é contratual. Entre a Prefeitura e o Consórcio, ele (Consórcio) não recebe dinheiro da Prefeitura. A remuneração do trabalho do Consórcio é pela venda do ticket. Quanto maior a venda dos tickets maior é a arrecadação, e nos últimos tempos houve uma queda de 40% da arrecadação gerando esse desequilíbrio financeiro. Além disso, os reajustes são previstos contratualmente, fato que gera o direito ao reajuste”, explica o parlamentar.

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