Após 60 horas, forças de MS localizam bebê sequestrada em Campo Grande

Crédito: Notícias Central PJC
Crédito: Notícias Central PJC

Ação rápida da polícia do Estado, com apoio das autoridades paraguaias, levou à localização da bebê cerca de 60 horas após o desaparecimento em Campo Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em conjunto com outras forças de segurança brasileiras e autoridades paraguaias, conseguiu localizar e resgatar a bebê Ayla Emanuelly após cerca de 60 horas do desaparecimento em Campo Grande. A recém-nascida foi encontrada por volta das 1h15 deste domingo (9), em uma residência de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Considerando que a bebê teria sido vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (6), o intervalo até o resgate foi de aproximadamente 61 horas. Já a partir do registro da ocorrência, feito na madrugada de sexta-feira (7), foram cerca de 43 horas de investigação até a localização da criança.

A operação que resultou no resgate foi realizada de forma conjunta entre as autoridades brasileiras e paraguaias. A localização de Ayla ocorreu após o compartilhamento de informações entre a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), o Garras (Grupo de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros) e as forças de segurança do Paraguai, com apoio do Alerta Amber Brasil.

Durante a ação em Pedro Juan Caballero, dois brasileiros foram presos em flagrante na residência onde a bebê foi encontrada. Ayla foi retirada do imóvel e encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica.

O resgate ocorre após uma sequência de diligências realizadas em Mato Grosso do Sul desde o desaparecimento da criança. No sábado (8), a Polícia Civil já havia prendido um homem suspeito de envolvimento no caso. Segundo a investigação, ele teria cedido um imóvel que poderia ter sido utilizado como cativeiro.

Desaparecimento

Ayla desapareceu em Campo Grande na quinta-feira (6). Segundo as primeiras informações divulgadas, a mãe adolescente teria sido atraída para uma residência após manter contato com uma mulher pela internet.

A investigação passou a apurar as circunstâncias do desaparecimento e a possibilidade de que a recém-nascida tivesse sido retirada da companhia da mãe contra a vontade dela.

Com a mobilização das forças de segurança, o caso ganhou dimensão internacional após surgirem informações que levaram os investigadores até a região de fronteira.

Alerta Amber ajudou nas buscas

Na sexta-feira (7), o Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber Brasil para ampliar a divulgação do desaparecimento e aumentar as chances de localização da criança.

O sistema permite a divulgação de alertas urgentes relacionados ao desaparecimento ou possível sequestro de crianças, ampliando o alcance das informações para auxiliar nas buscas.

A partir do cruzamento de informações e das diligências realizadas pelos investigadores, as autoridades brasileiras chegaram à pista que levou ao Paraguai.

Bebê passa por avaliação médica

Após ser localizada, Ayla foi levada ao hospital de Pedro Juan Caballero para receber atendimento e passar por avaliação médica.

A ação terminou com duas prisões e representa o principal desdobramento desde o início da investigação. As circunstâncias do desaparecimento, a forma como a criança foi levada até o Paraguai e a participação de cada suspeito ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.

A investigação continua para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica do caso.

Linha do tempo do caso Ayla

Quinta-feira (6), por volta do meio-dia: Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias, é vista pela última vez em Campo Grande. Segundo o relato inicial da mãe, uma adolescente de 17 anos, ela teria sido atraída por uma mulher conhecida pela internet para ir até um imóvel.

6 de agosto, durante a tarde: A mãe e a irmã de 12 anos teriam sido rendidas no local. A bebê foi retirada da companhia da mãe e as adolescentes permaneceram no imóvel por algumas horas.

Madrugada de sexta-feira (7): As adolescentes deixam o local sem a bebê. A família comunica o desaparecimento às autoridades.

Sexta-feira (7): A Polícia Civil, por meio da DEPCA, inicia as investigações e passa a realizar diligências para localizar Ayla. O caso também mobiliza o Garras.

Sexta-feira (7): O Ministério da Justiça e Segurança Pública aciona o Alerta Amber Brasil, ampliando a divulgação das informações sobre o desaparecimento da recém-nascida.

Sexta-feira (7), à noite: A mãe presta novos esclarecimentos à polícia. As investigações passam a considerar diferentes possibilidades para explicar o desaparecimento da bebê.

Sábado (8): A Polícia Civil prende um homem suspeito de envolvimento no caso. Conforme a investigação, ele teria cedido um imóvel que poderia ter sido utilizado como cativeiro. A defesa negou que ele tivesse conhecimento de qualquer crime.

Madrugada de domingo (9), por volta de 1h15: Após o compartilhamento de informações entre as forças de segurança brasileiras e paraguaias, uma bebê é localizada em uma residência no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Domingo (9): Dois brasileiros são presos no imóvel onde a criança foi encontrada. A bebê é encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica. 

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