Caso Vanessa e Sophie: no júri, João diz ter matado companheira após tapa na ‘cara’: “fiquei cego de raiva e perdi o controle”

Foto: Nilson Figueiredo
Foto: Nilson Figueiredo

João Augusto Borges, réu pela morte de Vanessa Eugênio e a filha, Sophie Eugênio Borges, de apenas 10 meses, alegou em plenário que não se recorda de detalhes do crime ocorrido há 1 ano, quando as duas foram mortas estranguladas na casa onde moravam com o réu, no bairro São Conrado, em Campo Grande. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados em um terreno baldio na região do Indubrasil.

Durante seu interrogatório, ele alegou ter sido induzido na delegacia a falar que cometeu o crime porque não queria separar e começar a pagar pensão. “Eu fui induzido a falar isso. Com tantas perguntas sobre o mesmo assunto, acabei confirmando”, alegou.

Questionado pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, sobre ter colocado Vanessa e Sophie no porta-malas do veículo e levado os corpos para o Indubrasil, o réu disse que não se recorda de nada, pois estava “cego de raiva”.

“Não lembro, só acordei no outro dia na frente de casa, dentro do carro e com a mão no volante. Eu não lembro”, disse João Augusto.

Tentando relembrar o dia do crime, o réu alegou que não foi nada planejado, e que após levar de Vanessa um tapa no resto, ficou fora de si. “Fiquei fora de controle, totalmente fora de controle e sem consciência. Mas eu nunca levei um tapa na cara, então isso me deu um excesso de raiva”, afirmou o acusado.

Questionado mais uma vez, dessa vez pela defesa, se lembrava de como Vanessa e Sophie foram mortas, ele negou.

Antes do interrogatório do réu, a irmã de Vanessa e madrinha de Sophie, Wesla Kenia Lima, e o ex-colega de trabalho do réu, Welison Matheus Velasques Domingues, foram as testemunhas ouvidas em plenário.

No período da tarde, acusação e defesa deverão convencer os jurados sobre qual pena deve ser aplicada ao réu. A sentença será anunciada no fim da tarde.

 

 

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