Equatorianos protestam nas ruas contra aumento dos combustíveis

Foto: EFE/Santiago Fernández
Foto: EFE/Santiago Fernández

As Forças Armadas do Equador afirmaram que não permitirão que protestos contra as políticas econômicas do presidente Guillermo Lasso atentem contra a democracia, em meio a confrontos de manifestantes indígenas com as forças de segurança em Quito, capital do país.

Milhares de indígenas participaram de uma passeata pela capital na última segunda-feira (20) para exigir respostas de Lasso a dez pedidos, que incluem baixar o preço dos combustíveis, ampliar prazos para pagar dívidas financeiras, limitar a expansão do petróleo e aumentar o orçamento para saúde e educação intercultural.

O governo respondeu às demandas em contato com as lideranças indígenas e está à espera de novidades. Também aceitou propostas de mediação de organizações da sociedade civil, disse.

Conflito
As forças de segurança e os manifestantes entraram em conflito na capital na tarde de ontem. Alguns participantes das passeatas atiraram paus e foram repelidos com gás lacrimogêneo e munição não letal, segundo uma testemunha da agência de notícias Reuters.

“As Forças Armadas não permitirão que se tente romper a ordem constitucional ou qualquer ação contra a democracia e as leis da república”, afirmou o ministro da Defesa, Luis Lara, em um comunicado à imprensa, ao lado dos chefes militares.

“Convocamos os equatorianos à unidade nacional”, acrescentou, mencionando que, por trás da violência dos protestos, estão “as mãos do narcotráfico e do crime organizado”.

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