Sul-mato-grossense Judson espera final diferente da decisão do ano passado
O Sul-mato-grossense Judson espera um final diferente, amanhã (10), às 9h (de MS), na decisão da Superliga Masculina de Vôlei 2025/2026, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP). O central do Vôlei Renata, de Campinas, esteve na disputa do título do ano passado em que viu o Sada Cruzeiro virar o jogo e conquistar o campeonato.
Se na temporada passada, o atleta de 2,04m vivia talvez a melhor fase da carreira, foi o principal bloqueador daquela competição, Judson Amabel Nunes da Cunha Júnior mantém números expressivos.
Ao lado de Pinta, é responsável pelo meio de rede do time de Campinas. De acordo com os dados da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), ele mostra força sobretudo em dois fundamentos. No ataque, tem o quarto melhor aproveitamento, com 61%, com Lucão, adversário deste domingo, na liderança, com 64,7%. Em eficiência, Judson é sexto, com 49,6%.
Em seu ponto forte, o bloqueio, individualmente tem a melhor porcentagem entre os jogadores finalistas, com 66%. Barreto tem 77%, porém joga no Sesi/Bauru. Em eficiência, ao lado de Pinta forma uma dupla de peso. O sul-mato-grossense é o quarto bloqueador mais eficiente da temporada, e Pinta, o segundo.
Fala, Judson
Noves fora, persegue seu primeiro título de Superliga. o campo-grandense de 27 anos falou com a reportagem de O Estado. Qual a sua expectativa para a final, novamente com o Cruzeiro? O que será fundamental para desta vez sair com o título? “Esperamos mais uma grande batalha pela frente como foram as outras. A concentração e agressividade são os pontos que devemos manter durante toda a partida para levarmos o título para casa”, respondeu o atleta, por meio de mensagens, na quarta-feira (6).
Maior vencedora da Superliga, o Cruzeiro, do técnico Filipe Ferraz persegue a décima taça. Nesta temporada tem a melhor campanha. Tem como tirar lição da decisão anterior ou são contextos diferentes? “Apesar de ser uma nova história, tudo que passamos sempre deixa aprendizados. Ano passado não fomos tão eficientes marcando os jogadores que vieram do banco e mudaram o jogo para eles, já é algo para fazermos diferente nessa decisão”, indica o central.
Se o time de Minas Gerais tem nomes de peso como Wallace, Douglas, e Lucão, a equipe de São Paulo conta com a experiência de Bruninho e Maurício Borges. Neste 2026, o time de Judson treinado pelo argentino Horacio Dileo busca o terceiro título inédito da temporada: venceu a Copa Brasil e o Sul-Americano.
Guanandizão e seleção, memórias
Foi há aproximadamente um ano e meio, mesmo assim, atuar em “casa” segue guardado com importância bem maior do que um post, um storie, um reel.
E sobre voltar a jogar em Campo Grande? Acredita que possa acontecer novamente e em breve? Ainda tem na memória o jogo em dezembro de 2024? Se sim, quais são as principais lembranças? “Acredito que possa acontecer sim, não sei em quanto tempo, mas acho que terão outros jogos. Com certeza, voltar a minha cidade depois de viver tanta coisa na carreira, ter meus avós ali presentes pela primeira vez me assistindo , são coisas que nunca esquecerei”, diz o campo-grandense à reportagem.
Na ocasião, aproximadamente 4 mil pessoas lotaram o Ginásio Guanandizão, um 7 de dezembro de 2024, em que Vôlei Renata confirmou a expectativa. A equipe bateu o Vedacit/Guarulhos-SP por 3 sets a 0, em duelo válido pela nona rodada. Judson marcou presença com 11 pontos, só atrás de Bruno Lima e Adriano, com 12 cada.
No ano de 2025, foi a vez de outro fato a ser guardado em sua memória.
Sobre Seleção, pouco mais de meio ano do Mundial, ainda pensa naquela campanha? Foi seu primeiro Mundial, né? Está animado ou otimista para ser convocado neste ciclo olímpico?
“Sim , foi meu primeiro Mundial. Vínhamos de uma VNL (sigla em inglês para a Liga das Nações de Vôlei) muito positiva, e infelizmente em apenas uma noite ruim da nossa equipe, acabou escapando a nossa campanha”, relembra o selecionável.
Nas Filipinas, o elenco brasileiro comandado por Bernardinho foi eliminado ainda na fase de grupos. “Mas a experiência de jogar foi muito boa e a vontade de retornar e ganhar uma medalha são maiores ainda agora. Espero seguir escrevendo minha história com a camisa da Seleção, ainda tenho muitos sonhos que sigo trabalhando para alcançar com a camisa do Brasil”, completa.