Valor cresceu 62,8% em um ano, impulsionado pela madeira em tora, o estado também alcançou recorde na área de florestas plantadas
A produção florestal de Mato Grosso do Sul atingiu um novo recorde em 2025, com valor de R$ 5,65 bilhões, alta de 62,8% em relação ao ano anterior. Os dados são da PEVS (Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A maior parte desse valor veio da silvicultura, que reúne as florestas plantadas para fins comerciais. Em 2025, o segmento movimentou R$ 5,62 bilhões em Mato Grosso do Sul, crescimento de 65,3% em relação a 2024.
Entre os produtos florestais, a madeira em tora teve o maior peso. O valor da produção chegou a R$ 5,24 bilhões, alta de 92,6% em um ano. O produto representou a maior parte do resultado da silvicultura sul-mato-grossense, impulsionado principalmente pela demanda da indústria de papel e celulose.
A produção de madeira em tora alcançou 30,6 milhões de metros cúbicos em 2025, crescimento de 17,6% em relação ao ano anterior. Com o resultado, Mato Grosso do Sul subiu duas posições e passou a ocupar o segundo lugar entre os estados brasileiros na produção desse tipo de madeira.
A expansão também aparece na área destinada às florestas plantadas. Mato Grosso do Sul passou de 1,46 milhão de hectares em 2024 para 1,9 milhão de hectares em 2025, crescimento de 30,34% e novo recorde da série histórica.
Com esse resultado, MS passou a ter a segunda maior área de silvicultura do país, atrás apenas de Minas Gerais. O estado concentra 18,33% dos 10,38 milhões de hectares de florestas plantadas existentes no Brasil.
O eucalipto domina a silvicultura sul-mato-grossense, ocupando 99,7% da área plantada, com aproximadamente 1,9 milhão de hectares. O pinus representa os 0,3% restantes.
O avanço da silvicultura também aparece nos rankings municipais. Sete municípios de Mato Grosso do Sul estão entre os 20 maiores do país em valor da produção florestal.
Três Lagoas lidera o ranking nacional, com R$ 1,83 bilhão em valor de produção em 2025. Ribas do Rio Pardo aparece em segundo lugar, com R$ 1 bilhão. Também estão entre os 20 primeiros Brasilândia, Água Clara, Inocência, Santa Rita do Pardo e Bataguassu.
No ranking de área ocupada pela silvicultura, o domínio de MS é ainda maior. Dos dez municípios brasileiros com as maiores áreas de florestas plantadas, sete estão no estado.
Ribas do Rio Pardo lidera nacionalmente, com 537 mil hectares, seguido por Três Lagoas, com 348,1 mil hectares, e Água Clara, com 186,7 mil hectares. Também aparecem Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Inocência.
Apesar do crescimento da produção de madeira em tora, outros segmentos apresentaram queda. A produção de lenha da silvicultura caiu 52,8%, passando de 2,48 milhões para 1,17 milhão de metros cúbicos. O valor da produção recuou 49,8%, para R$ 126,4 milhões.
O carvão vegetal também teve redução. A produção em Mato Grosso do Sul caiu 43,4% em 2025, para 237,4 mil toneladas, enquanto o valor da produção recuou 26,6%, para R$ 250,6 milhões. Com o resultado, MS passou a ocupar a terceira posição entre os estados produtores.
No extrativismo vegetal, os produtos alimentícios tiveram crescimento expressivo. A produção passou de 11 toneladas em 2024 para 50 toneladas em 2025, alta de 354,5%. O valor gerado subiu de R$ 98 mil para R$ 309 mil.
O baru ou cumaru foi o principal destaque, com 29 toneladas produzidas. Nioaque concentrou 25 toneladas, o equivalente a 86,2% da produção estadual do produto.
Os dados do IBGE mostram que a expansão da silvicultura e da produção de madeira em tora foi determinante para o recorde do valor da produção florestal de Mato Grosso do Sul em 2025.
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