Possível aumento no preço da energia preocupa população da Capital

Foto: Nilson Figueiredo
Foto: Nilson Figueiredo

Caso a Lei das Eólicas Offshore seja aprovada, poderá haver acréscimo de 9% nas contas

Recentemente, especialistas do setor elétrico se depararam com um impasse relacionado ao incentivo à geração de energia a partir do carvão, que pode ser integrado ao marco regulatório das eólicas offshores. De acordo com as associações do setor, isso poderia resultar em um aumento de até 9% nas tarifas de energia no Brasil.

A Lei das Eólicas Offshore tem como objetivo promover a geração de eletricidade por meio de turbinas localizadas no mar, uma fonte renovável que vem recebendo destaque global por sua capacidade de produzir energia de maneira limpa e eficiente. Com seu extenso litoral, o Brasil se destaca como um local promissor para essa tecnologia, que possui o potencial de diversificar a matriz energética e diminuir a dependência de fontes poluentes.

Entretanto, a implementação dessa tecnologia requer investimentos significativos, o que pode resultar em um aumento nas tarifas de energia. Na quarta-feira (26), aproximadamente 11 associações empresariais se reuniram com o deputado federal Sidney Leite (PSD-AM), membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para uma discussão sobre o assunto.

Para muitos consumidores, o aumento das tarifas de energia seria mais um desafio, principalmente para as famílias de baixa renda, que já enfrentam dificuldades financeiras. O auxiliar de RH, Messias Simonato explicou que qualquer aumento que há nas contas de casa, acaba impactando no orçamento familiar. “O aumento na conta de energia vai me dificultar bastante, principalmente porque tenho filho e uma família para sustentar. A gente que tem que cuidar de casa e não recebe tanto, qualquer aumento acaba ficando ainda mais difícil”, afirmou.

Messias afirmou que mesmo com os preços mais altos, a temperatura em Campo Grande torna impossível abrir mão de equipamentos como ventiladores ou ar-condicionado, oque torna os valores das contas ainda mais caros. “A conta só aumenta e não tem como ficar sem ventilador ou ar-condicionado, especialmente com esse calor. Tenho pessoa idosa em casa, e se o ventilador não estiver ligado, ela pode acabar indo parar no hospital. Não dá para ficar sem ventilador em casa hoje em dia, e o meu bolso também não suporta esses custos”.

O acadêmico de jornalismo, Gabriel Issagawa relata que, nos últimos meses, as contas de energia em sua casa já têm chegado com valores mais altos e, caso o aumento de 9% se confirme, a situação financeira ficará ainda mais difícil.
“Nos últimos meses, percebi um aumento significativo na tarifa de energia elétrica em casa. Eu moro com meus pais e minhas irmãs, e o consumo de energia é alto devido ao uso de ventiladores, televisão, geladeira, entre outros. Esse aumento foi ainda mais impactado pelas altas temperaturas, que, com as mudanças climáticas, tornaram a conta de energia ainda mais cara. Para tentar amenizar a situação, estou considerando a instalação de placas solares, já que moramos em uma casa, ou até buscando outras alternativas que possam reduzir os custos”.

O desenvolvedor Gabriel de Oliveira ressalta que, por trabalhar em home office, qualquer reajuste de tarifas acaba impactando diretamente sua rotina e a produtividade de todos que trabalham de forma remota.

“No meu trabalho, esse impacto de aumento de energia é direto, porque basicamente eu dependo de toda a energia para manter tudo funcionando, os computadores, tem a internet, tem também o ar-condicionado, para eu conseguir ter um ambiente bom de trabalho, então tudo isso fica ligado, e dependendo se os custos ficarem muito altos, continuarem aumentando, por conta desses reajustes, talvez seja bom reavaliar alguns hábitos que eu possuo, e buscar alguma forma de compensar esse gasto adicional que eu vou ter no meu orçamento”. Ele ainda explica que como o consumo de energia em sua casa já é constante, ele pode realmente realizar uma contenção nos gastos para não sofrer com o aumento.

Por João Buchara

 

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