‘Nome sujo’: Sul-mato-grossenses com contas em atraso aumentam 10%, aponta FCDL-MS

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Foto: Marcos Maluf/arquivo

Alta no número de consumidores inadimplentes preocupa empresários e reforça alerta sobre o impacto das dívidas no comércio sul-mato-grossense

O aumento no número de consumidores inadimplentes em Mato Grosso do Sul tem gerado preocupação entre empresários e entidades ligadas ao comércio. Dados recentes do SPC Brasil apontam avanço expressivo das dívidas em atraso no Estado, superando inclusive a média nacional.

Segundo o levantamento, o total de sul-mato-grossenses com restrições no nome registrou alta superior a 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, o número de contas em atraso também segue em crescimento, refletindo o impacto do comprometimento da renda das famílias.

Para a presidente da FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul), Inês Santiago, os números mostram um agravamento da situação financeira das famílias sul-mato-grossenses.

Segundo a representante do varejo, o tamanho das dívidas chama ainda mais atenção quando comparado à renda média da população.

“Cada consumidor tem, em média, 2,4 dívidas e cada uma delas gira em torno de R$ 5,9 mil, valor muito acima da média salarial do trabalhador em Mato Grosso do Sul. Isso mostra o tamanho da dificuldade enfrentada pelas famílias”, pontua.

As instituições financeiras concentram a maior parte das dívidas registradas, representando quase dois terços das negativações. O cenário acende um alerta para o comércio, especialmente diante da redução do poder de compra da população e da dificuldade de acesso ao crédito.

Outro ponto que chama atenção é o tempo médio que os consumidores permanecem inadimplentes. Em muitos casos, os débitos se acumulam por mais de dois anos, dificultando a recuperação financeira e reduzindo a capacidade de consumo.

Representantes do setor comercial defendem medidas voltadas à educação financeira e à ampliação das possibilidades de renegociação das dívidas. A expectativa é de que ações preventivas possam minimizar os impactos no varejo e ajudar consumidores a reorganizar o orçamento.

Especialistas avaliam que fatores como juros elevados, inflação persistente e aumento das despesas básicas continuam pressionando as famílias, o que contribui para o avanço da inadimplência em diferentes segmentos da economia.

Por Ian Netto

 

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