Mesmo com inflação zerada, luz mais cara aperta bolso do Campo-grandense

Conta de casa sobe 7,56% em um ano, mas inflação de Campo Grande fica zerada em julho - Foto: divulgação
Conta de casa sobe 7,56% em um ano, mas inflação de Campo Grande fica zerada em julho - Foto: divulgação

Capital teve a segunda maior alta de Habitação entre as regiões pesquisadas pelo IBGE; energia elétrica subiu 4,62% no mês

A inflação de Campo Grande ficou estável em julho, mas os preços ligados à casa seguiram em alta. O grupo Habitação acumulou aumento de 7,56% nos últimos 12 meses, bem acima do IPCA geral da Capital, que registra alta de 4,60% no mesmo período. No mês passado, a Habitação subiu 1,90%, segunda maior variação entre as regiões pesquisadas pelo IBGE.

O principal responsável pela pressão foi a energia elétrica residencial, que ficou 4,62% mais cara em julho e sozinha teve impacto de 0,25 ponto percentual no índice geral. Também subiram o sabão em barra (3,25%), o gás de botijão (2,10%), a água sanitária (1,66%) e o condomínio (1,06%).

Mesmo com a alta da Habitação, o IPCA de Campo Grande fechou julho em 0,00%, depois de registrar 0,02% em junho. No acumulado de 2026, a inflação chega a 4,00%. Em 12 meses, o índice está em 4,60%, acima dos 4,39% registrados nos 12 meses anteriores.

A alta da Habitação foi a maior entre os nove grupos pesquisados na Capital e respondeu por 0,29 ponto percentual do índice. Comunicação teve a segunda maior variação, de 0,24%.

Pressão maior dentro de casa

A diferença entre a inflação geral e a variação dos gastos com Habitação aparece também no acumulado do ano. Enquanto o IPCA de Campo Grande está em 4,00%, o grupo acumula alta de 6,28% desde janeiro.

A energia elétrica é o principal destaque. Além da alta de julho, o item responde por boa parte da pressão acumulada no grupo. Na comparação com as demais capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, Campo Grande teve a segunda maior alta de Habitação no mês, atrás apenas de Curitiba, que registrou aumento de 3,16%.

Inflação fica estável apesar das altas

O resultado de julho foi influenciado por movimentos diferentes entre os grupos. Além da Habitação, Saúde e cuidados pessoais subiu 0,21%, Comunicação teve alta de 0,24% e Despesas pessoais avançou 0,08%.

Na outra ponta, Artigos de residência caiu 0,05%, Vestuário recuou 0,04% e Transportes teve baixa de 0,04%.

Nos Transportes, a queda foi influenciada pelos combustíveis. O etanol caiu 3,8%, o óleo diesel recuou 3,57% e a gasolina ficou 1,16% mais barata. A redução foi parcialmente compensada pela alta de 14,71% nas passagens aéreas e de 5,46% no transporte por aplicativo.

No Brasil, o IPCA também desacelerou em julho, para 0,07%, ante 0,16% em junho. O índice acumula alta de 3,44% no ano e de 4,44% em 12 meses. Campo Grande, portanto, encerrou o mês com inflação mensal abaixo da média nacional, mas com acumulado de 12 meses superior ao do país.

Por Djeneffer Cordoba

 

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