Lojas de aviamentos e decoração iniciam montagem de estoques quatro meses antes do fim de ano
Embora o mês de dezembro pareça distante no calendário, o comércio do Centro de Campo Grande já respira os ares das festas de fim de ano. Lojas especializadas em aviamentos, tecidos e itens de decoração localizadas na tradicional rua 14 de Julho iniciaram a montagem de vitrines e a separação de estoques quatro meses antes da data festiva. A estratégia de antecipação visa atender tanto os clientes corporativos quanto os consumidores que produzem artesanato e necessitam de matéria-prima com antecedência para confeccionar seus próprios produtos.
No segmento de aviamentos e tecidos, a preparação precoce é indispensável para abastecer as artesãs de Mato Grosso do Sul. A supervisora do Bazar São Gonçalo, Débora Bandeira, explica que a movimentação do público de artesanato começa entre o final de agosto e o início de setembro. Segundo ela, quem trabalha com a confecção manual de artigos natalinos precisa adquirir insumos com antecedência para dar conta da demanda que se intensifica nos meses seguintes.“A gente já começa logo no finalzinho de agosto e começo de setembro a montar a estrutura na loja. Tem muita gente que mexe com artesanato, e quem produz precisa de produtos como tecidos e aviamentos bem antes para iniciar o trabalho de confecção. Por isso, procuramos disponibilizar as estampas temáticas de tricoline o quanto antes”, destaca Débora.
A supervisora observa que, embora o atendimento aos artesãos ocorra a partir de setembro, o pico de vendas de itens de decoração geral se consolida entre o final de outubro e o início de novembro. Além dos tecidos, outra aposta da loja para o período é o serviço de aluguel de árvores ornamentadas, modalidade adotada para atender clientes que residem em apartamentos menores e buscam praticidade.Expectativa de mais vendas
Em lojas focadas em projetos de ambientação e curadoria, o planejamento antecipado envolve uma cadeia logística rigorosa. Na Milano, estabelecimento especializado em decoração também localizado na rua 14 de Julho, o processo criativo e a estruturação das coleções começam com quatro meses de antecedência. A responsável pela curadoria e pelo processo de criação da loja, Lara Calepson, enfatiza que o Natal demanda um trabalho artesanal complexo que impede deixar as providências para a última hora. “O Natal não é apenas vender, ele envolve todo um processo criativo. Nós fazemos a montagem manual de árvores, escapulários, guirlandas e festões por meio de uma equipe dedicada. Se deixarmos para a última hora, não conseguimos atender a demanda, pois o cliente quer algo pronto e personalizado. Além disso, existe toda a logística de recebimento, etiquetação e separação das mercadorias na loja”, detalha Calepson.
A curadora ressalta que as vendas já começaram de forma gradual, mas o aquecimento expressivo do fluxo de consumidores ocorre no mês de outubro. Quanto às tendências estéticas para esta temporada na Capital, Lara aponta a forte presença do veludo em fitas, laços max, bolas e adornos diversos, mantendo a tradição das cores clássicas combinada a propostas exclusivas.Apesar das incertezas econômicas de um ano eleitoral, a expectativa do empresariado local para o desempenho das vendas é otimista. De acordo com Lara, a loja projeta uma expansão consistente no volume de negócios em relação à temporada anterior. “Sempre mantemos uma expectativa positiva. A gente sempre considera um aumento de 10% a 15% de um ano para o outro nas vendas do Natal, o que já é muito bom para nós”, afirma a curadora, reforçando que o espírito natalino incentiva as famílias a investirem no embelezamento de seus lares no Estado.
Por Enzo Pereira