Com R$ 1,7 bilhão em investimentos, suinocultura impulsiona crescimento econômico em MS

Imagem Divulgação
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Setor fortalece produção sustentável no Estado com incentivos, avanços em biossegurança e modernização do Programa Leitão Vida 

 

Impulsionada por aproximadamente R$ 1,7 bilhão em investimentos aprovados nos últimos sete anos, a suinocultura de Mato Grosso do Sul vive um período de expansão e consolida sua posição como uma das atividades estratégicas para o desenvolvimento econômico do Estado. O crescimento é sustentado por políticas públicas, incentivos à produção, avanços em sanidade animal, biossegurança e práticas voltadas à sustentabilidade.

 

O cenário foi apresentado pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Rogério Beretta, durante o V Simpósio da Abraves/MS (Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos de Mato Grosso do Sul), realizado no dia 10 de junho, no Sindicato Rural de Campo Grande.

 

Na palestra “Suinocultura sul-mato-grossense: investimentos que contribuem para o desenvolvimento econômico sustentável”, Beretta destacou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado para fortalecer a cadeia produtiva, desde o acesso ao crédito até a modernização do Programa Leitão Vida, principal instrumento estadual de incentivo à atividade.

 

“O crescimento da suinocultura em Mato Grosso do Sul é resultado de uma construção coletiva. O Estado tem atuado para criar um ambiente favorável aos investimentos, garantir segurança sanitária, estimular a adoção de boas práticas e fortalecer a organização dos produtores. Isso gera competitividade, renda, empregos e desenvolvimento regional”, afirmou.

 

Entre os fatores apontados como fundamentais para o avanço do setor está o fortalecimento do associativismo. Atualmente, associações regionais participam ativamente da Câmara Setorial Consultiva da Suinocultura, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à atividade.

 

“Uma das grandes evoluções recentes foi a ampliação do papel das entidades representativas dos produtores. O associativismo permite maior organização da cadeia, facilita a difusão de tecnologia, fortalece a governança e amplia a capacidade de diálogo com o poder público”, ressaltou Beretta.

 

Outro destaque foi a modernização do Programa Leitão Vida, atualizada em 2025 com a criação do PLVC (Protocolo Leitão Vida em Conformidade). Desenvolvido com a participação de produtores, cooperativas, associações e órgãos públicos, o protocolo estabelece critérios relacionados à biossegurança, bem-estar animal e sustentabilidade ambiental, econômica e social.

 

Entre as exigências do programa está o acompanhamento técnico obrigatório das granjas por profissionais habilitados. Para aderir ao programa, os produtores devem contar com médico-veterinário e zootecnista responsáveis pelo monitoramento das atividades e pela aplicação dos protocolos de conformidade.

 

“O fortalecimento da assistência técnica é fundamental para elevar os padrões produtivos e garantir que o crescimento da atividade ocorra de forma sustentável. A presença do médico-veterinário e do zootecnista contribui diretamente para a sanidade, o bem-estar animal e a eficiência produtiva das propriedades”, explicou.

 

Os números do Programa Leitão Vida reforçam o momento positivo vivido pelo setor. Entre janeiro e o início de junho de 2026, mais de 4,5 milhões de animais foram incentivados pelo programa. No período, foram abatidos 1,63 milhão de suínos, com 111,5 mil matrizes cadastradas e R$ 45,2 milhões em incentivos concedidos aos produtores. Atualmente, 272 estabelecimentos participam do programa, dos quais 239 já aderiram ao novo sistema de conformidade.

 

Além dos incentivos diretos aos produtores, Beretta destacou o apoio do Governo do Estado na atração de investimentos, participação em eventos nacionais e internacionais, fortalecimento das ações de sanidade animal e ampliação do acesso ao crédito. Nos últimos sete anos, a suinocultura recebeu cerca de R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), consolidando-se como uma das atividades prioritárias da política estadual de desenvolvimento econômico.

 

Durante o simpósio, o secretário também apresentou o cenário de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, marcado por investimentos em infraestrutura, logística, bioenergia e sustentabilidade. Segundo ele, o ambiente favorável aos negócios e as políticas voltadas à produção sustentável criam condições para que a suinocultura continue ampliando sua participação na economia estadual.

 

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