Cesta básica em Campo Grande sobe 22,05% puxada pelo feijão, aponta Dieese

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pesquisa mostra alta em 14 capitais em fevereiro; valor ideal do salário mínimo deveria ser R$ 7.164,94, segundo levantamento

O preço do feijão puxou para cima o custo da cesta básica em Campo Grande no mês de fevereiro. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o quilo do produto registrou alta de 22,05% na Capital sul-mato-grossense.

No cenário nacional, o levantamento mostra que o custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras. Em outras 13 — incluindo o Distrito Federal — houve redução nos preços.

Entre as maiores altas do mês está Natal, com variação de 3,52%, seguida por João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já as quedas mais expressivas foram observadas em Manaus (-2,94%), Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).

O feijão foi um dos principais responsáveis pelo aumento da cesta no país. O produto teve elevação em 26 unidades federativas. A única exceção foi Boa Vista, onde houve recuo de 2,41% no preço do quilo. Segundo os pesquisadores, a alta está relacionada à oferta restrita, resultado de dificuldades na colheita e da redução da área plantada em comparação com o ano anterior.

Outro item que pressionou os custos foi a carne bovina de primeira, que apresentou aumento em 20 cidades. De acordo com o estudo, a menor disponibilidade de animais prontos para abate e o bom desempenho das exportações contribuíram para manter os preços elevados.

A capital com a cesta mais cara do país em fevereiro foi São Paulo, onde o conjunto de alimentos custou, em média, R$ 852,87. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

Com base no valor da cesta mais cara, que foi a de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro. O valor corresponde a 4,42 vezes o mínimo atual, fixado em R$ 1.621,00.

 

Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *