Balança comercial de MS registra superávit de US$ 1,03 bilhão em junho com alta da soja e da celulose

Divulgação Governo do Estado de Mato Grosso do Sul
Divulgação Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Exportações de Mato Grosso do Sul chegaram a US$ 1,21 bilhão, seis vezes acima das importações; soja manteve a liderança nas vendas externas e celulose avançou 75% em relação a maio

A Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) divulgou o boletim econômico de junho de 2026 apontando que a balança comercial do Estado encerrou o mês com superávit de US$ 1,03 bilhão. 

O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho das exportações, que totalizaram US$ 1,21 bilhão, valor seis vezes superior às importações, que somaram US$ 179,79 milhões.

Os dados são baseados nas estatísticas do ComexStat (Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Brasil) e evidenciam a força do agronegócio e da indústria de base florestal na economia sul-mato-grossense.

Soja lidera exportações

A soja e seus resíduos permaneceram como os principais produtos exportados por Mato Grosso do Sul, respondendo por 38,6% de todas as vendas internacionais realizadas pelo Estado durante o mês de junho.

Na sequência, a celulose voltou à segunda posição no ranking dos produtos mais exportados, impulsionada por um crescimento de 75% no valor embarcado em comparação com maio.

Já a carne bovina manteve estabilidade nas exportações, permanecendo entre os principais itens da pauta exportadora estadual.

Gás natural segue na liderança das importações

Pelo lado das importações, o gás natural continuou sendo o principal produto adquirido por Mato Grosso do Sul, representando 36,2% do total importado.

O destaque ficou para a redução nas compras de cobre, cujo valor importado caiu 39,2%, fazendo com que o produto perdesse a segunda posição no ranking.

Com isso, as células fotovoltaicas passaram a ocupar o terceiro lugar entre os principais produtos importados, movimento que, segundo a Aprosoja/MS, demonstra o avanço dos investimentos em energia solar no Estado.

“No lado das importações, o gás natural permaneceu como o principal produto adquirido pelo Estado, representando 36,2% do total importado. O cobre, tradicionalmente na segunda colocação, apresentou queda de 39,2% no valor importado, abrindo espaço para as células fotovoltaicas, que assumiram a terceira posição e reforçam o aquecimento dos investimentos em energia solar em Mato Grosso do Sul”, destaca o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

O desempenho da balança comercial reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul no comércio exterior brasileiro, sustentado principalmente pelas exportações do agronegócio e pelo crescimento da indústria de celulose, ao mesmo tempo em que evidencia o aumento da demanda por tecnologias ligadas à geração de energia renovável.

 

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