Venom: Tempo de carnificina, estreia hoje nos cinemas

Reprodução/Marvel
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‘DR’ entre o simbionte vilão que se tornou herói, com seu hospedeiro humano, garante a diversão dos fãs na sequência de ‘Venom’

Finalmente chega ao Brasil a segunda aventura de Venom, o vilão que é transformado em herói do rol de personagens não tão famosos da Marvel. “Venom: Tempo de Carnificina” é um dos lançamentos mais aguardados de 2021 e estreia hoje mostrando o confronto entre dois personagens icônicos dos quadrinhos da Marvel: Venom, interpretado por Tom Hardy, e Carnificina, interpretado por Woody Harrelson.

A direção do filme fica por conta de Andy Serkis que esteve à frente dos longas “Uma Razão para Viver”, de 2017, “Mogli-Entre Dois Mundos”, de 2018, e “A Revolução dos Bichos”, de 2019. Em contrapartida, o diretor é bem conhecido por atuar em filmes como “Vingadores: Era de Ultron”, de 2005, “O Grande Truque”, de 2006, e “Pantera Negra”, de 2018. Serkis também possui uma série de papéis compreendendo a captura de movimentos para animação, como o personagem Gollum da franquia “Senhor dos Anéis”, King Kong, César no reboot de “Planeta dos Macacos” e Snoke na franquia “Star Wars”.

O primeiro Venom, de 2018, foi uma surpresa enorme no cinema de super-heróis por conta de sua ótima bilheteria, arrecadando mais de US$ 854 milhões mundialmente. Ele iniciou o Universo Expandido do Homem-Aranha da Sony, que vai incluir futuramente os filmes “Morbius”, protagonizado por Jared Leto, e “Kraven, o Caçador”, protagonizado por Aaron Taylor-Johnson.

“Venom: Tempo de Carnificina” se passa um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme. Eddie Brock (Tom Hardy) está com problemas para se acostumar com a vida com o simbionte Venom. Eddie tenta se restabelecer como jornalista ao entrevistar o serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson) – personagem que apareceu pela primeira vez em uma das cenas pós-créditos de ”Venom” –, também portando um simbionte chamado Carnificina e que acaba escapando da prisão após sua execução falhar.

dividiu o roteiro com Kelly Marcel. Os dois acertam o tom ao transformar o relacionamento entre Brock e Venom em uma verdadeira DR de casal. O simbionte alienígena fala o tempo todo com seu hospedeiro humano, tornando o dia a dia de Brock um inferno. O grande barato do filme é que, além do retorno de Venom, o público vai finalmente conhecer a história do personagem Carnificina e seu hospedeiro Cletus Kasady, ambos interpretados muito bem por Woody Harrelson, que foi três vezes indicado ao Oscar. Além deles, Naomie Harris vai aparecer como a vilã Shriek ou seu alter-ego, Frances Barrison, Michelle Williams retorna como a ex-mulher de Eddie Brock, Anne Weying, e Reid Scott aparece como Dr. Dan Lewis, personagem que vai ter um relacionamento com Weying

O que diz a crítica especializada

Miguel Morales, do site Arroba Nerd, afirma que o longa certamente deve agradar aos fãs, e que é diversão garantida. “‘Venom: Tempo de Carnificina’ acaba por ser um filme para os fãs, feito para os fãs e que se apoia em replicar tudo que deu certo no primeiro filme e aqui aplicar de uma forma que soa um pouco maior, mais barulhenta e extremamente non-sense. E funciona, e como funciona. A compreensão do estúdio do produto que tem nas mãos e a forma como Andy Serkis, Marcel e Hardy, conseguem fazer com que Venom passe pelo mundo dos super-heróis sem ter nenhum deles no centro é louvável. No final, com ‘Venom: Tempo de Carnificina’ fica claro que Homem-Aranha pode ser a joia da coroa da Sony, mas Venom, com certeza, é coração e com um carisma gigante mostra que há histórias diferentes para serem contadas. Aqui isso fica claro até a cena pós-crédito do longa. Até Venom 3, pessoal”, disse o crítico.

Arthur Eloi, do site Legião dos Heróis, classificou o filme como ridiculamente divertido e marcante. “‘Venom: Tempo de Carnificina’ vive a partir de seus defeitos, que destoam tanto do cinema de heróis altamente higienizado dos dias de hoje que acabam criando um filme com muita personalidade e bom humor, que parece homenagear a saborosa breguice das HQs noventistas de onde surgiu o Protetor Letal. Muitas cenas vão tirar boas risadas, enquanto outras vão dar vontade de se encolher de vergonha alheia, e é justamente essa dualidade que cria uma experiência ridiculamente divertida e marcante. Entre decisões questionáveis, definir se é bom ou ruim fica a gosto do freguês, mas, com certeza, é entretenimento puro que só um despretensioso filme pipoca consegue entregar.”

(Texto: Marcelo Rezende)

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