Pesquisa acompanha casos de zika na gestação

Pesquisa
Foto: Ana Nascimento

Pesquisa busca entender as consequências que o Zika vírus traz durante a gestação, e acompanhar crianças que adquiriram o vírus ainda como feto. O estudo foi dividido em duas partes, a primeira já foi concluída, e foi realizada uma análise com 72 crianças, onde as mães contraíram o vírus entre os anos de 2015 e 2018.

Foi traçado um perfil clínico e epidemiológico dos nascidos vivos, onde os pesquisadores do Inisa (Instituto Integrado de Saúde) conduziram estudo descritivo transversal para realizar essa avaliação. A segunda parte tem como alvo analisar gestantes que registraram a doença, e acompanhar os casos.

O estudo está sendo desenvolvido pelo aluno de mestrado da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Fábio Antônio Venancio, e pelo professor coordenador da pesquisa, Everton Falcão de Oliveira, o intuito é analisar a situação já que há quatro anos, em 2015, surto da doença foi identificado, e são poucos os estudos que acompanham as mães, e as crianças nascidas nessas condições.

“Nós propomos o projeto para investigar, se existem fatores, e se esses fatores estão associados com a ocorrência de microcefalia, ou nas más formações congênitas, nos bebês e nas mulheres que tiveram o diagnóstico de zika na gestação”, aponta o coordenador da pesquisa.

A pesquisa ainda está em andamento, mas pode ajudar muitas crianças a lidar com a doença no futuro. “É uma doença relativamente nova, e tem muito a ser estudado ainda. Nós queremos saber quais sintomas essas crianças têm, de como está a evolução delas. Verificar se existem fatores de risco, e quais são eles, que aponte o porque nasceram com microcefalia, ou com outras alterações que caracterizam essa síndrome. Tendo esses resultados em mãos é um grande aporte para realizar medidas de controle, para essas doenças”, explica Everton. (Amanda Amorim)

 

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