MPMS abre inquérito para apurar transporte escolar no Assentamento São João

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Medida ocorre após bloqueio de estrada e relatos de estudantes fora da sala de aula em Nova Andradina

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou inquérito civil para investigar as condições do transporte escolar destinado a crianças e adolescentes do Assentamento São João, em Nova Andradina. A decisão foi tomada após uma série de reclamações de moradores e um protesto que resultou no bloqueio da estrada utilizada pelos ônibus.

O impasse teve início em setembro de 2025, quando famílias reagiram ao encerramento do transporte que levava parte dos estudantes para escolas em Nova Alvorada do Sul. A mudança foi comunicada poucos dias antes de entrar em vigor, sob alegação de limitações orçamentárias, o que gerou mobilização na comunidade rural.

No dia da manifestação, crianças permaneceram dentro do ônibus durante o bloqueio da via. Diante da situação, a Promotoria acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar para acompanhar o caso e garantir a segurança dos menores.

Como alternativa, o município passou a encaminhar os alunos para unidades no Distrito de Nova Casa Verde, onde são oferecidas vagas e transporte regular. A mudança, no entanto, não encerrou as reclamações.

Segundo relatos apresentados ao Ministério Público, cerca de 40 estudantes enfrentam jornadas que começam por volta das 4h, com retorno apenas no meio da tarde. As famílias mencionam percursos longos por estradas vicinais, paradas extensas e, em alguns casos, ausência de monitor no veículo. Parte das crianças teria deixado de frequentar as aulas desde o início do ano letivo de 2026.

Durante as semanas seguintes ao protesto, a Promotoria solicitou informações à administração municipal, promoveu reuniões com gestores e reuniu dados sobre a oferta de transporte e vagas escolares.

Os moradores defendem a retomada da antiga linha com destino ao Distrito de Pana. A prefeitura sustenta que não pode manter transporte regular para outro território municipal, mas afirma que a rede local segue recebendo matrículas gradualmente.

Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público amplia a apuração para verificar se o serviço oferecido atende às exigências legais e se há prejuízo ao direito à educação dos estudantes do assentamento.

 

 

Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *