Mortes caem 45% na BR-163

Toda a extensão da BR-163 que corta Mato Grosso do Sul, 845 km, passou a ser concedida à iniciativa privada, CRR MS Via, desde 2014. Nos últimos três anos o que tem sido visto o número de mortes caírem em 45%. Até junho deste ano, 18 pessoas morreram na estrada já no ano passado foram 35 no total. Conforme o inspetor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Tércio Baggio, a duplicação de alguns pontos da rodovia tem ligação direta com a diminuição.

“A duplicação, ainda que em poucos trechos, tem influência direta na queda de acidentes, mas a concessão fez muito mais que isso, ela trouxe um socorro mais eficiente e uma manutenção de pista bem mais adequada. Hoje são espalhados em 17 bases de socorro na BR-163, existe ainda o monitoramento por câmeras. Intimida as pessoas de fazerem infração grave. Então, há várias frentes de educação, prevenção e socorro, isso impacta nos números”, justificou.

Mas ainda existem trechos considerados perigosos na BR-163, tendo em vista, que apenas 25 pontos, 150 km, ate até junho de 2018 foram duplicados, ou seja, 17% da rodovia. “Nós temos trechos, por exemplo entre Dourados e Mundo Novo, divisa com o Paraná, que tem poucos pedaços com acostamento. Então, além de não ser duplicado, é um trecho mais delicado em razão dessa falta de estrutura de acostamento que é fundamental para gente escapar das situações de emergências, quando um veículo te fecha, presença de animal na pista. Então, esse trecho precisa de aperfeiçoamentos”, garante o inspetor.

Outro pronto crítico da BR-163, ainda de acordo com o Baggio, é o anel viário em Campo Grande, considerado uma área de grande de circulação de veículos. “Devido a mistura do trânsito urbano com o trânsito rodoviário, o anel viário é uma área de grande volume de acidentes e esses dados a gente pode observar, comparando, tirando o extrato de acidentes só daquele trecho que é bastante delicado e que precisaria de mais investimento e aperfeiçoamentos além dos que já foram feitos”, declara.

Neste ano, até o mês de junho, segundo a CRR, já foram registrados 688 acidentes, sendo 18 mortes. Muitas pessoas costumam associar a BR-163 a uma rodovia da morte por conta dos números apresentados, no entanto, o inspetor da PRF, alega que ela nunca foi a rodovia da morte. “A BR-163 nunca foi a rodovia da morte, porque na lista das 100 rodovias mais perigosas, dos trechos mais perigosos do Brasil, o trecho da BR que corta Mato Grosso do Sul nunca apareceu. Ela tem um número de acidentes maior porque o fluxo dela de trânsito é maior e ela é muito comprida, corta de norte a sul o Estado”, explica. (Rafaela Alves)

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