Ministra acredita em queda nos preços dos alimentos nos próximos 60 dias

Corredor de
supermercado em
Campo Grande - Foto: Roberta Martins
Corredor de supermercado em Campo Grande - Foto: Roberta Martins

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Simone Tebet, afirmou que o preço dos alimentos deve começar a cair nos próximos 60 dias, resultado das medidas adotadas pelo Governo Federal para conter a alta nos custos. A declaração foi feita durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Tebet explicou que o aumento nos preços dos alimentos foi provocado por fatores externos e internos, como mudanças climáticas e quebras de safra, inclusive em outros países produtores. “Os alimentos que mais subiram são aqueles produtos que são mais caros para o coração ou para o paladar do povo brasileiro, que é o ovo, o café”, destacou a ministra.

Apesar do cenário atual, Tebet demonstrou otimismo em relação ao futuro próximo. “Na safra do ano que vem teremos alívio. O agronegócio brasileiro este ano vem muito forte e dará, inclusive, sustentabilidade ao nosso PIB. Ouso dizer que vamos crescer acima das projeções que nós mesmos estamos fazendo, porque teremos uma safra muito forte que vai ajudar no crescimento, na geração de emprego e renda e no barateamento dos alimentos”, afirmou.

Segundo a ministra, o Governo Federal tem adotado medidas estratégicas para conter a inflação nos preços dos alimentos sem comprometer a estabilidade econômica. “Seria muito perigoso segurar o preço agora para, depois de seis meses ou um ano, o preço explodir”, explicou Tebet, reforçando que as medidas foram tomadas “na medida certa”.

Entre as ações citadas pela ministra está a desburocratização das regras de comercialização de alguns produtos, como o ovo, com a retirada da obrigatoriedade de implementação do selo nacional. Essa flexibilização, segundo Tebet, deve facilitar o acesso dos consumidores a produtos mais baratos.

A ministra também destacou o papel dos estados na queda dos preços, sugerindo que governadores adotem medidas fiscais para colaborar com o cenário nacional. “Alguns estados não têm isenção de imposto de ICMS na cesta básica. Tudo bem que não possa fazer pelo ano inteiro, porque isso impacta nas contas deles. Mas nada impede de darem [por um período específico] essa isenção, apertando o cinto”, comentou.

Tebet ressaltou que o Governo Federal tem feito sua parte ao promover ajustes em gastos públicos, com cortes em despesas supérfluas e combate a erros e fraudes. “É conter do lado que não precisa, para ter do lado que precisa”, concluiu.

A expectativa do Governo é que, com essas ações, os preços nos supermercados comecem a apresentar queda já nos próximos dois meses, aliviando o orçamento das famílias brasileiras.

 

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