Fobia: Quando o medo se torna uma doença

Crédito: divulgação
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Medo de altura, aranhas, lugares fechados, multidões e andar de avião são alguns exemplos típicos que causam o problema

Todo mundo sente medo de alguma coisa. Uma em cada cinco pessoas sente pavor, por exemplo, de animais ou objetos. Em determinados casos é preciso o auxílio de técnicas de autocontrole para não se desesperar diante de uma situação. Mas já notou que alguns medos são inexplicáveis ou fazem você perder totalmente o controle? Um sintoma que os especialistas chamam de fobia.

A médica psiquiatra e professora do curso de Medicina da Uniderp, Talita Ceni, explica que o principal sintoma da fobia é o medo e é comum o comportamento de evitar objetos e situações relacionadas ao problema. “Em alguns casos a pessoa apresenta ainda sintomas físicos quando em contato com o estímulo fóbico, dentre eles podemos citar: aumento da frequência cardíaca e respiratória, suor excessivo, dor muscular, aperto ou dor no peito”, revela a docente.

Dentre as fobias mais comuns encontra-se a social, que é caracterizada por medo ou evitação do contato com pessoas, com significativo sofrimento psicológico e prejuízo nas atividades cotidianas. “Existe ainda o grupo das fobias específicas, tais como medo de avião, elevadores, injeção, sangue, trovões, tempestades, espaço aberto, entre outros”, explica.

O tratamento consiste em psicoterapia, sendo a técnica mais empregada a Terapia Cognitivo Comportamental e em alguns casos, medicamentos ansiolíticos. “Em geral o uso de medicamentos é necessário nos casos de fobia social, em associação com a psicoterapia e em situações onde além da fobia o paciente tem outro diagnóstico psiquiátrico”, finaliza.

Texto: Bruna Marques

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