Entregadores por aplicativos em todo o Brasil iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (31), que seguirá até terça-feira (1º). A greve é organizada pela Aliança Nacional dos Entregadores de Aplicativos (Anea) e conta com a adesão de trabalhadores de todos os estados do país.
A principal reivindicação da categoria é o reajuste da taxa mínima de entrega, que atualmente é de R$ 6,50 e não sofre alteração há três anos. Os entregadores exigem que o valor seja atualizado para R$ 10, considerando o impacto da inflação no período. Além disso, solicitam aumento do valor pago por quilômetro rodado, passando de R$ 1,50 para R$ 2,50. Também demandam a limitação de 3 km para rotas realizadas por bicicleta e o pagamento da taxa integral por entrega nos casos de múltiplos pedidos feitos no mesmo trajeto.
Além da paralisação das atividades, os entregadores estão promovendo manifestações em diversas cidades do país. Motociatas, carreatas e pedaladas foram organizadas para chamar a atenção da sociedade e das empresas de aplicativos para as dificuldades enfrentadas pela categoria. Outro objetivo do movimento é denunciar práticas antissindicais adotadas por algumas plataformas, como a oferta de bônus para incentivar entregadores a continuarem trabalhando durante a greve e supostas ameaças de bloqueios e banimentos para desmobilizar o movimento.
Na manhã desta segunda-feira, em Campo Grande, entregadores se reuniram na Avenida Duque de Caxias, na região oeste da cidade. De lá, seguiram em protesto até a Praça do Rádio, no Centro da Capital sul-mato-grossense. Uma nova manifestação está marcada para as 19h desta segunda-feira.
Segundo um dos participantes do ato, esta é a segunda vez que a categoria se mobiliza para exigir melhorias na remuneração. A primeira paralisação ocorreu em 2022 e, na ocasião, as reivindicações foram atendidas. Desde então, os trabalhadores não tiveram nova atualização dos valores pagos pelas entregas, o que motivou a greve atual.
Com colaboração da repórter Inez Nazira
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