Com ampla vacinação, especialistas acreditam que pandemia pode estar controlada no fim do ano

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A semana terminou com o alcance da marca de 90% de vacinados em massa nos 13 municípios fronteiriços em Mato Grosso do Sul e com a afirmação do secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, que até setembro cerca de 80% da população deve estar imunizada contra a COVID-19. Especialistas entrevistados pelo jornal O Estado acreditam que, com esse avanço da imunização, a pandemia pode estar controlada até o fim do ano, no Estado, mas isso vai depender se não houver a entrada e circulação de novas variantes da doença. 

É o que afirma o infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Júlio Croda. É ele quem comanda o estudo da vacinação em massa nos municípios que fazem fronteira com o Paraguai e Bolívia e vai verificar a eficácia da vacina Janssen entre a população.

“A gente só pode falar que a pandemia está controlada quando atingir o indicador de 10 casos por 100 mil habitantes. Se não chegar a variante indiana ou novas variantes que podem ter impactos importantes na eficácia e efetividade da vacina, pode ser sim que a gente atinja esse indicador no fim do ano”, ressaltou.  

A infectologista e integrante do COE (Centro de Operações Emergências do Estado de Mato Grosso do Sul), Mariana Croda, compartilha da mesma opinião. “Algo que a gente não consegue controlar dentro dessa projeção é o surgimento de novas variantes que a vacina não seja capaz de controlar, ou mesmo algumas outras alterações que acontecem em pandemia. Essa continua sendo uma doença extremamente imprevisível e esse é o nosso grande temor em trabalhar com essas datas”, enfatizou. 

Mesmo assim, com o cenário atual, a especialista acredita que o segundo semestre de 2021 pode ser bem melhor do que os primeiros seis meses deste ano, mas reforça que a atenção seguirá para outro público e outros fatores. “Quem vai ficar ainda fora desse grupo são as crianças. Então, vai ter que ter um olhar diferenciado para esse grupo e, além disso, a gente ainda não conhece os efeitos da vacina a longo prazo. Então, pode ser que a gente tenha uma imunidade que não seja duradoura.”

Já Íris Bucker, infectologista e professora da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Uniderp, é cautelosa em afirmar que a pandemia pode estar controlada no fim do ano. “É difícil dizer, porque tem que ver como a população vai se comportar e depende de vários fatores, mas essa vacinação em massa vai ajudar bastante. A gente já tem visto em vários municípios que fizeram isso, em outros países, que o número de casos e internações diminui”, explicou. 

Mesmo com o avanço da vacinação, o mês passado foi o considerado o mais crítico no Estado, com mais pessoas infectadas e o segundo no ranking de mortes desde o início da pandemia. Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) apontam que entre os dias 1º e 30 de junho, 1.337 sul-mato-grossenses perderam a batalha para o novo coronavírus, fazendo a taxa de letalidade da doença saltar de 2,3% para 2,4%.

(Confira a matéria completa na versão digital do jornal O Estado)

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