Casos da H3N2 levam Capital a ampliar número de médicos e usar tendas para atendimento

Foto: Divulgação/PMCG
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O aumento atípico de casos de gripe H3N2 foi o motivo da prefeitura de Campo Grande ampliar o atendimento com o uso de tendas para consultas e maior efetivo de médicos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29) pelo prefeito Marquinhos Trad, em reunião na prefeitura com o secretário municipal de Saúde, José Mauro.

A estratégia da prefeitura é colocar tendas para atender como consultórios. Em média, serão dois consultórios por unidade, levando em conta a demanda local. Sobre os médicos, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) vai renovar o contrato de 90 profissionais que venceriam este mês além de buscar contratar mais 30. No total, serão 120 médicos atuando.

De acordo com o prefeito, a demanda de pessoas com sintomas de síndromes gripais foi perceptível na Capital. “Somente nesta semana, algumas unidades que faziam em média 80 consultas por dia, ultrapassaram a marca de 420 atendimentos”, disse.

“Isso resulta em uma demora além do normal, mas não é por falta de médicos, todos os consultórios desses locais estão sendo usados o dia inteiro. Porém registramos casos de influenza em um período onde não há quase registros desse vírus. A situação é atípica e estamos agindo e se antecipando para ampliar e fortalecer a oferta no atendimento aqui na Capital”, completou.

O titular da Sesau reafirmo que as ações têm como objetivo evitar o cenário caótico noticiado em outros estados. “A influenza é uma doença que, diferente da COVID-19, só se faz a notificação de casos internados, então estamos nos antecipando para evitar cenários como os do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo”, disse Mauro. A prefeitura vai reforçar também o estoque do medicamento Tamiflu, usado no tratamento de gripe.

Na tarde de terça-feira, a Sesau chegou a emitir um comunicado com orientações de prevenção contra a gripe.

Influenza em MS

Na última terça-feira (28), a SES (Secretaria de Estado de Saúde) divulgou que Mato Grosso do Sul está com 44 registros da gripe H3N2 e duas mortes. A primeira vítima de 2021 da cepa foi um jovem de 21 anos, que deu entrada no CRS Nova Bahia e morreu no dia 21 de dezembro. Ele não tinha histórico de doenças.

A segunda vítima foi uma idosa de 76 anos, que estava internada na Santa Casa de Corumbá. Ela deu entrada no hospital no dia 20 de dezembro e morreu ontem.

Em uma semana, o número de casos subiu de 7 para 44 em Mato Grosso do Sul. Os dados foram revelados pelo boletim da SES, do dia 20 em comparação com o boletim de terça-feira.

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