Operação Lívia combate aliciamento de adolescentes em MS e integra ação nacional contra extremismo digital

Foto: Polícia Civil
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Lívia, voltada ao combate ao aliciamento digital de adolescentes por uma organização criminosa que utilizava coerção psicológica para incentivar jovens à prática de atos de violência extrema. A ação contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e faz parte de uma ofensiva nacional de enfrentamento ao extremismo na internet.

As investigações tiveram início após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão ao vivo. A partir do caso, os investigadores identificaram a atuação de um grupo que buscava manipular adolescentes em ambientes virtuais, levando-os a situações de violência e vulnerabilidade.

Coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a operação mobilizou ainda equipes das polícias civis do Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro.

A Operação Lívia integra o eixo de enfrentamento à misoginia digital do CIMS (Centro Integrado Mulher Segura), iniciativa do governo federal voltada ao combate de crimes praticados contra mulheres, crianças e adolescentes no ambiente digital.

No mesmo dia, o Ministério da Justiça também apoiou a Operação Rede Interrompida, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal para desarticular uma organização extremista suspeita de planejar ataques contra autoridades e locais onde ocorrerão debates eleitorais, previstos para este mês.

Segundo as investigações, os integrantes do grupo utilizavam comunidades no aplicativo Telegram para divulgar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, além de recrutar novos participantes para atentados.

De acordo com o Ministério da Justiça, os investigados compartilhavam manuais de fabricação de explosivos, discutiam estratégias de recrutamento e propagavam discursos de ódio, especialmente contra mulheres em posições de autoridade. Um dos planos identificados era instalar explosivos nos locais destinados aos debates eleitorais.

A Operação Rede Interrompida cumpre oito mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O Ministério da Justiça informou que apresentará os resultados da ação em coletiva de imprensa prevista para esta terça-feira.

 

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