Dois homens foram presos na tarde dessa segunda-feira (3) suspeitos de envolvimento no assassinato do comerciante George Gomes da Silva Neto, de 38 anos, conhecido como “Lagoa”. O crime ocorreu dentro da loja de assistência técnica de celulares onde a vítima trabalhava, no Parque das Nações I, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande.
Foram presos Jones Cabral Barros, de 29 anos, e Bruno Ferreira da Silva, de 34. Eles foram localizados por equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) na Rua S11, na Vila São Braz, após o avanço das investigações da Polícia Civil.
Segundo a apuração, a motivação do crime seria a cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 50 mil. Os investigadores apontam que a dupla teria sido contratada por um terceiro para cobrar o valor em troca de uma comissão. A polícia suspeita que George devia o dinheiro ao mandante da cobrança, que ainda será identificado e investigado.
Durante o cumprimento das diligências, os policiais apreenderam sete aparelhos celulares, um revólver calibre 38 com munições, uma motocicleta Yamaha Factor cinza, cerca de 25 porções de crack prontas para comercialização e uma balança de precisão. Além da investigação pelo homicídio, os suspeitos também foram autuados por posse irregular de arma de fogo e tráfico de drogas.
As investigações apontam que Jones e Bruno utilizaram a motocicleta para chegar até a loja do comerciante na madrugada de segunda-feira (27). No local, eles teriam danificado a central de monitoramento das câmeras de segurança na tentativa de apagar vestígios da ação.
No entanto, duas câmeras possuíam cartões de memória independentes e registraram a movimentação dentro do estabelecimento. Os equipamentos foram recolhidos e devem reforçar as provas reunidas pela Polícia Civil.
George foi encontrado morto na tarde de terça-feira (28), no imóvel localizado no cruzamento das ruas Guiana e Canadá. O comerciante estava com as mãos amarradas para trás e tinha um fio de carregador envolvido no pescoço, indicando sinais de extrema violência.
Uma mulher também foi detida durante a operação, mas a Polícia Civil ainda apura se ela teve participação no homicídio. As investigações prosseguem para identificar possíveis envolvidos e esclarecer toda a dinâmica do crime.
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