Quem sabe a próxima aliança seja a sua? Bolo de Santo Antônio com 3 mil alianças será distribuído neste sábado (13)

Foto: divulgação
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Todo ano, nesta época, uma espera se repete entre os Campo-grandenses. Seja pela devoção ao padroeiro da Capital, pela tradição familiar ou pela expectativa de encontrar uma das famosas alianças escondidas no recheio, milhares de pessoas se preparam para garantir um ou mais potes do tradicional bolo de Santo Antônio.

Padroeiro de Campo Grande, Santo Antônio ocupa um lugar especial na história da cidade. Todos os anos, a distribuição do bolo transforma a Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio em ponto de encontro de fiéis, curiosos e pessoas que mantêm viva uma tradição passada de geração em geração.

Depois de quase duas semanas de trabalho intenso, os fornos foram desligados, os recheios finalizados e as últimas etapas de organização concluídas. Agora, a expectativa é pela distribuição do tradicional bolo, que ocorre neste sábado (13).

Em 2026, a organização espera superar a marca registrada no ano passado, quando pouco mais de 17 mil unidades foram comercializadas. Para isso, mais de 100 voluntários participaram de uma verdadeira força-tarefa envolvendo produção, logística, armazenamento, compras e distribuição.

Coordenadora da produção, a confeiteira Fernanda Corrêa destaca que o trabalho vai além da preparação de uma receita. “Os preparativos estão a todo vapor, na verdade já estamos finalizando a nossa produção. Foram praticamente quase duas semanas de preparação, com mais de 100 pessoas envolvidas em todas as equipes. Muita gente envolvida, todo mundo ajudando da melhor maneira que pôde”, explicou.

Mais do que uma tradição gastronômica, o bolo carrega um significado especial para quem participa da celebração. “É uma festa muito bonita. A gente prepara tudo com muito carinho. Todo o bolo é feito com espírito de oração, de devoção, de fé em Deus e na intercessão de Santo Antônio”, ressaltou.

A expectativa agora se volta para os milhares de participantes que devem passar pela Catedral em busca de uma fatia e, quem sabe, de uma surpresa escondida no recheio.

Neste ano, serão distribuídas 3 mil alianças simbólicas. Também estarão escondidos um par de alianças de ouro e um voucher que dará direito a uma televisão de 60 polegadas.

Além da tradição, a iniciativa possui caráter solidário. A arrecadação deste ano será destinada à construção da Comunidade São Miguel, na Vila Carvalho.

Dia dos Namorados: as simpatias que atravessam gerações

Muito antes dos aplicativos de relacionamento, e ainda hoje, há quem recorra a Santo Antônio para dar uma ajudinha ao coração. E, assim como a personagem Sueli, da série Tapas & Beijos, que transformava qualquer oportunidade em uma nova tentativa de encontrar um amor, milhares de brasileiros mantêm vivas simpatias populares ligadas ao santo casamenteiro.

Mas afinal, quais simpatias ainda fazem sucesso quando o assunto é amor? O jornal O Estado pesquisou algumas das práticas mais populares de quem deseja encontrar um relacionamento. Confira:

Entre as simpatias mais conhecidas estão colocar a imagem do santo de cabeça para baixo até que o pedido seja atendido, escrever nomes de pretendentes em pedaços de papel para descobrir o futuro companheiro ou fazer um pedido especial ao encontrar uma das alianças escondidas no tradicional bolo de Santo Antônio.

Há ainda práticas mais contemporâneas. A terapeuta energética e radiestesista Càmilla Fázzio explica que uma das simpatias mais procuradas consiste em escrever, em um papel branco ou rosa, o nome completo e a data de nascimento da pessoa interessada, juntamente com a frase: “Eu atraio um amor saudável, recíproco e alinhado com minha felicidade. Sou merecedora de amor, respeito e companheirismo”. O papel deve ser colocado sobre um gráfico radiestésico, podendo ser acompanhado por um quartzo rosa.

Durante 21 dias, a recomendação é mentalizar diariamente o relacionamento desejado.

Outra simpatia bastante difundida é a do mel. Nela, a pessoa escreve seu nome e a frase “Quero um amor doce e verdadeiro” em um papel, que é colocado no fundo de um copo com água e mel. Após permanecer três noites no quarto, o conteúdo deve ser descartado em um jardim florido.

Também há quem aposte na chamada simpatia da vela vermelha. O ritual consiste em escrever o próprio nome em um pires, pingar três gotas de perfume sobre o papel e acender uma vela vermelha, simbolizando o desejo de atrair um novo amor.

Já a simpatia da maçã do amor propõe escrever o nome da pessoa amada, ou a expressão “meu futuro amor”, e colocá-lo dentro de uma maçã juntamente com mel. Depois de permanecer por três dias em um altar ou local reservado, a fruta deve ser enterrada em um jardim.

Liberdade ou Solidão: o que acontece na mente dos solteiros nesta época do ano?

Enquanto alguns recorrem às simpatias em busca de um amor, outros enfrentam sentimentos que costumam ganhar força nesta época do ano. Entre declarações românticas, promoções voltadas para casais e publicações nas redes sociais, especialista explica que o Dia dos Namorados pode aumentar a sensação de solidão para quem está solteiro.

Segundo a psicóloga clínica Érika Cavalheiro, especialista em relacionamentos, casais e família, datas como essa funcionam como marcadores sociais e podem intensificar sentimentos de solidão e ansiedade em pessoas solteiras. “Há uma grande valorização dos relacionamentos amorosos, o que pode intensificar sentimentos de solidão, inadequação ou ansiedade em pessoas que estão solteiras, especialmente aquelas que desejam estar em um relacionamento”, explica.

A especialista ressalta que o sofrimento não está necessariamente na data em si, mas no significado que ela desperta em cada indivíduo.

Desde cedo, a sociedade reforça a ideia de que encontrar um parceiro é uma etapa essencial para uma vida feliz. Filmes, músicas, novelas e até conversas familiares ajudam a consolidar a noção de que o amor romântico é um objetivo a ser alcançado.

“Quando essa expectativa se torna muito forte, estar solteiro pode ser percebido como uma falta ou até mesmo um fracasso, mesmo quando a pessoa possui outras relações significativas e uma vida satisfatória em diferentes áreas”, afirma.

As redes sociais também contribuem para essa sensação. Em datas comemorativas, é comum que casais compartilhem momentos felizes, declarações e presentes, enquanto conflitos e dificuldades permanecem fora das publicações.

“Isso pode gerar comparações injustas e a sensação de que todo mundo está feliz e acompanhado, menos eu, quando, na verdade, estamos vendo apenas uma pequena parte da experiência das outras pessoas”, destaca.

Para Érika, outro fator importante é a idealização excessiva do amor romântico. Segundo ela, ainda existe a crença de que um relacionamento é capaz de preencher todas as necessidades emocionais de uma pessoa.

“Nenhum relacionamento saudável tem a função de suprir sozinho todas as necessidades emocionais de alguém. Uma vida emocionalmente rica costuma envolver diferentes fontes de afeto, pertencimento e realização, e não apenas a relação amorosa”, pontua.

A psicóloga acrescenta que a data também pode ser encarada como uma oportunidade de autocuidado e valorização pessoal. “O primeiro passo é reconhecer os sentimentos que surgem, sem se culpar ou se julgar por eles. Se a data desperta tristeza, frustração ou saudade, esses sentimentos merecem acolhimento. Além disso, pode ser uma oportunidade para fortalecer vínculos com amigos e familiares, investir em atividades que tragam bem-estar e lembrar que o valor de uma pessoa não depende do seu estado civil”.

Por Geane Beserra

 

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