Nesta sexta-feira (12), a paralisação dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME) marcou a rotina de milhares de estudantes em Campo Grande. Em meio a manifestação, a Prefeitura e representantes da categoria discutiram sobre o reajuste salarial de 5,4%.
Com isso, cerca de 110 mil alunos nas 207 unidades da rede, incluindo escolas e Centros de Educação Infantil Municipal (EMEIs) ficaram sem aulas nesta sexta-feira (12).
A mobilização da categora, foi aprovada em assembleia da ACP ( Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública no última segunda-feira (08).
Enquanto a manifestação ocorria hoje, representantes da Prefeitura, da categoria e de vereadores participaram de uma reunião no Paço Municipal. O encontro definiu a criação de um grupo de trabalho para analisar os números do município e buscar alternativas para viabilizar o reajuste reivindicado pelos professores.
A administração municipal afirmou o compromisso de recomposição salarial, mas alegou crise financeira e ainda discutirá como será o pagamento dos reajustes.
Em nota, a Prefeitura afirmou que o objetivo é avançar no diálogo com a categoria, levando em conta a situação financeira do município e compromissos fiscais. “Recebemos a comissão da ACP junto com os vereadores e definimos que teremos uma nova reunião na segunda-feira”, disse o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha.
A Prefeitura também destacou que Campo Grande já ocupa posição de destaque nacional na valorização do magistério, com o maior salário-base entre as capitais, e que há uma comissão técnica trabalhando para apresentar os dados que envolvem o impacto do reajuste.
Enquanto isso, os professores seguem cobrando a aplicação do reajuste referente ao piso de 20 horas, rejeitado em assembleia da categoria, e afirmam que a mobilização pode ter novos desdobramentos caso não haja avanço nas negociações.