O Estado Play: Campo Grande deve ser intitulada como Capital Nacional do Chamamé

Diretor do instituto Chamamé Márcio
Foto: Cayo Cruz

Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados e segue para aprovação na Comissão de Constituição e Justiça

Chamamé, ritmo conhecido na fronteira do Brasil com o Paraguai, agora vai ser uma referência para Campo Grande, será a Capital Nacional do Chamamé. A boa notícia foi divulgada pelo deputado federal Fábio Trad (PSD) durante entrevista ao jornalista João Flores, no O Estado Play.

Idealizador do projeto, Fábio revelou que o pedido para defender a denominação de Campo Grande como a Capital Nacional do Chamamé veio dos próprios “chamamezeiros” e a concessão do título será uma justa homenagem não só à comunidade campo-grandense, mas a todos aqueles que têm um grande apreço pela arte musical.

“Embora seja um ritmo proveniente da Argentina, o ritmo quando chegou ao sul de Mato Grosso passou a receber influências da nossa cultura regional e passou a ser a expressão própria da nossa identidade cultural e musical, então apresentei o Projeto de Lei que foi aprovado por unanimidade”, contou o deputado.

Ainda, segundo Trad, o ritmo tem a cara sul-mato-grossense e, pela aceitação da Comissão de Cultura, não haverá problemas em ser aprovado na Comissão de Justiça. “Assim como o samba no Rio de Janeiro, Olodum em Salvador, Chamamé será em Campo Grande”, brincou.

Chamamé em MS

Além da aprovação pelo título, o Chamamé tem um dia especial no calendário estadual, que instituiu 19 de setembro como “Dia Estadual do Chamamé” por meio da Lei 3.837, de 2009. Já em dezembro de 2020, o Chamamé foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Agora, em 30 junho de 2021, no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, o Chamamé recebeu o registro de “Bem de Natureza Imaterial”, passando a integrar a lista de bens do estado, de acordo a Lei Estadual 3.522, de 2008.

Em entrevista ao Estado Play, o diretor do Instituto Chamamé de Mato Grosso do Sul, Marcio Nina Guimarães, também comentou sobre a conquista. “O ritmo não morre, é uma cultura que está no coração do povo sul-mato-grossense, ritmo transmitido de geração para geração e medidas como essa fortalece o trabalho”.

Segundo Guimarães, Mato Grosso do Sul é o único Estado que tem o Chamamé tão presente na vida das pessoas. “O ritmo pode ser encontrado no Rio Grande do Sul, mas lá existem outros ritmos, mas aqui ele é o carro chefe”, comentou.

Márcio também lembrou o pedido a Prefeitura de Campo Grande para a ingressão do ritmo para as crianças do 1º ao 4º ano, visto que muitos aprendem a dança junto a seus familiares desde muito cedo. “Temos que fazer esses trabalhos nas escolas, ser mais efetivos nos meios sociais para tornar músicos e músicas mais conhecidas”, frisou.

 

Confira a entrevista completa:

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