Campo Grande: 49,1% das crianças de até 3 anos estão fora das creches

Dados são do levantamento nacional realizado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

Campo Grande tem uma demanda de 49,1% de vagas nas creches para atender sua população entre 0 e 3 anos, ou seja, na primeira infância. É o que aponta levantamento feito pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal por meio do projeto “Primeira Infância Primeiro”, que coleta dados do acesso à educação de base dos municípios no país. Os dados mostram que que só um entre cinco campo-grandenses entre 0 e 3 anos foi matriculado na rede pública.

No caso da Capital, a análise feita pela entidade aponta que o prazo para solucionar o problema é curto. A cidade tem até 2024 para garantir ao menos a matrícula de 50% das crianças entre 0 e 3 anos, segundo o Índice de Necessidade de Creches, estatística do Plano Nacional de Educação, que traça metas de atendimento do MEC (Ministério da Educação).

Segundo os dados do MEC, a Capital terminou 2019 com apenas 35,2% de crianças nessa faixa etária matriculadas em creches. O índice é considerado ruim, abaixo até mesmo da média nacional, de 35,6%, e da própria marca atingida por Campo Grande em 2018, de 44,5%, quando a situação era tida como regular.

Antes da pandemia interromper a rotina educacional, em março, a prefeitura chegou a anunciar que sua lista de espera por uma vaga em creche conta com cerca de 8,5 mil crianças. Segundo Adriana Cedrão, então chefe da Central de Matrículas da Semed (Secretaria Municipal de Educação), apontou à imprensa, na ocasião, a relação tinha 15 mil nomes em novembro de 2019. Ou seja, foram abertas 6,5 mil novas vagas para este ano.

“Por mais que a gente tenha 104 Emeis [Escolas Municipais de Educação Infantil], o que não é pouco, e atenda em torno de 19 mil crianças, a procura não acaba e vem por causa do atendimento. A criança vai lá, fica das 7h até as 17h, os pais não precisam se preocupar. Lá, eles têm todas as refeições, banho, tem tudo e não precisa pagar nada”, disse Adriana na época. Acesse a reportagem completa.

(Texto: Rafael Ribeiro)

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