Confira a coluna “Conectado”

Foto: Acervo pessoal
Foto: Acervo pessoal

MDB

As principais lideranças do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) participam, nesta sexta-feira (2), a partir das 8h, na sede do diretório estadual, no bairro Carandá Bosque, da convenção municipal do partido. Há quatro anos à frente do diretório de Campo Grande, o atual presidente, Ulisses Rocha, deverá ser reconduzido ao cargo para mais uma gestão, após acordo feito às vésperas do encontro, conduzido pelo ex-governador André Puccinelli e pelo deputado Junior Mochi. Estão aptos a votar todos os filiados de Campo Grande e, depois da reeleição de Ulisses Rocha, o MDB deverá iniciar suas convenções municipais em outros 78 municípios. Ele é o quarto partido a movimentar suas bases, após as filiações de prefeitos no PSDB, de Reinaldo Azambuja, a ida da prefeita Adriane Lopes ao PP, de Tereza Cristina e a movimentação política do PSB, presidido por Paulo Duarte.

Patrimônio

Projeto de lei propõe a criação de um acervo com relação à história e particularidades de cada patrimônio histórico, cultural e natural de Mato Grosso do Sul. Conforme a proposta, os parlamentares poderão encaminhar o patrimônio que entenderem ser relevante para o Estado, para que seja catalogado e toda a sociedade possa ter acesso. O projeto de lei, apresentado na Assembleia, foi formulado pela deputada Lia Nogueira (PSDB). A parlamentar douradense defende que seja criada uma verdadeira rota cultural e turística, na qual a população poderá ter, a um clique de distância, a história do Mato Grosso do Sul em suas mãos. “Será um passeio em um museu sem paredes, uma vez que as placas informativas devem conter um QR Code, com informações para que as pessoas tenham acesso”, detalha.

Lia Nogueira reforçou que este projeto representa uma grande oportunidade para o governo fomentar a cultura e o turismo no Estado, com um custo insignificante, já que a proposta não exige grande aplicação de recursos, sendo necessário o investimento apenas na confecção e implantação de placas e no desenvolvimento de uma plataforma on-line para a inclusão dos patrimônios.

Câmara

O presidente Lula enfrenta dificuldades com a Câmara dos Deputados. Está sendo acossado por Arthur Lira e vai precisar reinventar a governança, no país. O único jeito vai ser aumentando o custo, para a Câmara, de chantagear o governo. Só que, para isso, Lula vai precisar mobilizar as vozes mais populares que fizeram parte de sua coalizão. Defendendo ditador e atacando a Amazônia, não conseguirá.

Apoio?

Para angariar apoio no Congresso, Lula já liberou R$ 5,5 bilhões em emendas parlamentares. O maior montante, de R$ 1,7 bilhão, foi liberado nessa tumultuada semana, dia em que a MP da reestruturação administrativa estava inicialmente prevista para ser analisada. Mas, deputados e senadores querem mais: desejam controle sobre o orçamento e a nomeação de aliados. Roseann Kennedy relata que, para integrantes do Palácio do Planalto, pagar as emendas e destravar as nomeações políticas é a única solução. Nos bastidores, parlamentares afirmam que Lula tem de entregar o caixa do governo para o Congresso, como fez Jair Bolsonaro. Articuladores do governo, no entanto, avisaram que o petista está disposto a dividir o bolo – mas não da mesma forma.

Base

Estar na base do governo não tem garantido voto a favor das pautas defendidas pelo Palácio do Planalto. O União Brasil, por exemplo, tem três ministérios, mas é apenas a quinta bancada que mais vota a favor do governo.

Recurso

Enquanto isso… O STF (Supremo Tribunal Federal) liberou um recurso de Arthur Lira contra denúncia de corrupção ativa, recebida em 2019, pela Corte. O caso deve ser analisado na próxima terça-feira. Em 2020, o colegiado formou maioria para rejeitar o recurso e manter Lira réu. Mas o ministro Dias Toffoli pediu mais tempo para analisar o caso. O prazo terminaria no próximo dia 19. Lira teria recebido R$ 106 mil de Francisco Colombo, que era presidente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos e buscava apoio político para permanecer no cargo. O dinheiro foi apreendido nas roupas de um assessor parlamentar de Lira, que tentava embarcar de São Paulo para Brasília.

Por Bosco Martins.

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