Secretaria rebate fala de vereadora sobre contenção de gastos
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) afirmou, na tarde desta sexta-feira (15), que não há existe projeto da pasta para o fechamento de unidades básicas de saúde ou de CRS (Centro Regional de Saúde) na Capital. A alegação veio após fala da vereadora Luiza Ribeiro (PT) sobre uma medida que estaria sendo pensada pelo Executivo para equilibrar as contas por meio do fechamento desses espaços.
A parlamentar usou a tribuna da Câmara Municipal, na quinta-feira (14) para dizer que a prefeitura tem um projeto para o fechamento de 15 UBS (Unidades Básicas de Saúde) e os CRS (Centro Regional de Saúde) do Coophavila II e do Nova Bahia. De acordo com ela, o secretário de Saúde, Marcelo Vilela, teria afirmado isso durante reunião com os vereadores.
Luiza afirmou que o titular da pasta disse que essa seria uma medida para economizar recursos e remanejar profissionais para outras unidades. No entanto, a parlamentar alertou para o impacto que isso teria na vida das pessoas que dependem desse serviço.
“Não podemos aceitar que a solução para a crise da saúde seja fechar postos e centros regionais. A população precisa de atendimento perto de casa, especialmente nas regiões mais afastadas. Fechar unidades significa sobrecarregar ainda mais as que permanecerem abertas e dificultar o acesso da população mais vulnerável”, destacou.
A polêmica vem em meio a tentativas da prefeitura de cortar gastos e de inovar na saúde, conforme a proposta de terceirização para os CRSs do Tiradentes e Aero Rancho que foi desaprovada pela Casa de Leis, com 17 votos contra.
À época da votação, os parlamentares apontaram alguns riscos que processos essenciais, como transparência e fiscalização das entregas, poderiam sofrer. Ainda de acordo com os opositores da proposta, esse modelo ainda aumentaria a precarização do serviço e dos atendimentos.
Nesta semana, o titular da Sesau voltou a falar sobre o assunto. Em entrevista coletiva, Vilela afirmou que o projeto de privatização irá retornar à Câmara, porém, apenas após as eleições.
“Não, a gente não vai [encaminhar o novo projeto] agora. Está vindo campanha eleitoral, mas a gente tem sim atitudes para melhorar a assistência à população, inclusive ideias que já foram praticadas no Brasil”, disse.
Por Ana Clara Julião
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram