Devido às fortes chuvas que atingiram Corguinho, cidade há 99 quilômetros de Campo Grande, no início do ano, o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, decretou, em edição do Diário Oficial da União, desta terça-feira (10), estado de emergência no município, que trabalha para a recuperação da cidade. O decreto data de segunda (9).
O decreto estabelece a possibilidade da prefeitura da cidade requerer recursos federais para as ações de assistência à população atingida pelos estragos da chuva, bem como para a reconstrução das áreas destruídas.
O estado de emergência da cidade também foi reconhecido pelo governo estadual, em decreto publicado em 4 de março. Dessa forma, o município também conta com o auxílio estadual para a recuperação da cidade.
A cidade ficou sob fortes chuvas desde o dia 2 de fevereiro, acumulando 238 mm, de acordo com o Cemtec (Centro Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul). O volume elevou o nível de rios e córregos, provocando alagamentos e causando danos em ruas, estradas vicinais e pontes, impedindo inclusive a locomoção de parte da população.
Na mesma data, o governo ainda reconheceu o estado de emergência da cidade de Ivinhema, que também soma estragos pelo grande volume de chuva que atingiu a cidade nas últimas semanas.
Saque calamidade
Para auxiliar nos reparos pessoais das tempestades, os trabalhadores de Corguinho, poderão, entre o dia 11 de março e o dia 08 de junho de 2026, solicitar o saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
O valor máximo para retirada é de R$ 6.220,00 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta, desde que o trabalhador não tenha sacado valores pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. A solicitação é realizada de forma fácil e rápida pelo Aplicativo FGTS, opção Saques, no celular, sem a necessidade de comparecer a uma agência.
Calamidade pública
Após as fortes chuvas que atingiram Costa Rica durante a noite de segunda-feira (9), a prefeitura do município decretou estado de calamidade pública. O grande volume de precipitação causou transtornos em vários pontos da cidade e da zona rural, afetando a rotina dos moradores.
Por lá, o Rio Sucuriú teve elevação de 4 metros de seu nível normal, o que causou o transbordamento e avanço do curso de água sobre a cidade. Além da subida do rio, o temporal provocou alagamentos, residências, pontes e estradas vicinais.
Com a medida, a prefeitura da cidade poderá mobilizar servidores, equipamentos e recursos para uso emergencial e para a assistência às famílias atingidas. Também estão liberadas contratações emergenciais de serviços, obras e compra de materiais, além da possibilidade de abertura de crédito extraordinário e solicitação de apoio aos governos estadual e federal.
Por causa das cheias, o acesso às trilhas, rios, cachoeiras e à piscina natural do Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú foi suspenso temporariamente.
Alerta para tempestades
Com a previsão de mais chuvas para essa semana, a maior parte de MS — exceto a porção sul — está em alerta com alerta vermelho para perigo de tempestades. De acordo com o site do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o alerta teve início ontem (10) e deve se estender até essa quinta-feira (10).
Para as cidades abrangidas pelo aviso há previsão de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/h, além de ventos que podem atingir até 100 km/h.
Já para os municípios localizados ao sul do Estado, o alerta amarelo para perigo potencial, que foi válido até o final da noite de ontem. Ao todo, o alerta abrange 13 municípios de MS.
Para essas cidades há risco de chuvas entre 20 e 30 mm/h e ventos intensos de até 60 km/h. Apesar do baixo risco de queda de energia, alagamentos e quedas de árvores, a população precisa ter atenção.
Por Ana Clara Julião