Levantamento do IBGE mostra envelhecimento da população, aumento de aluguel e mudanças no perfil dos domicílios
O número de pessoas que vivem sozinhas em Mato Grosso do Sul atingiu o maior nível da série histórica e já representa 20,1% dos domicílios no estado. O dado faz parte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ao todo, o estado soma cerca de 1,071 milhão de domicílios. O avanço das moradias unipessoais acompanha mudanças no perfil da população e nos arranjos familiares ao longo dos últimos anos.
Entre quem mora sozinho, o grupo mais numeroso é formado por homens de 30 a 59 anos, que representam 32,6%. Já entre as mulheres, a maioria é de idosas com 60 anos ou mais, indicando uma relação direta com o envelhecimento da população.
Esse processo também aparece em outros indicadores. A proporção de idosos no estado chegou a 10,1% em 2025, crescimento significativo em comparação com 2012, quando era de 7%. No mesmo período, a participação de pessoas com menos de 30 anos caiu de 52,2% para 43,5%.
A pesquisa mostra ainda mudanças nas condições de moradia. O número de imóveis alugados segue em alta e já representa 27,2% dos domicílios, com crescimento de 8,1% apenas no último ano. Em contrapartida, os imóveis próprios quitados vêm perdendo espaço, caindo de 59,4% em 2016 para 51,7% em 2025.
No recorte estrutural, 9 em cada 10 casas no Estado possuem paredes de alvenaria com revestimento, enquanto 92% dos domicílios têm acesso à rede geral de distribuição de água, colocando Mato Grosso do Sul entre os estados com maior cobertura do serviço no país.
A pesquisa também aponta mudanças no dia a dia das famílias. O uso de energia elétrica para preparo de alimentos quase dobrou em dez anos, chegando a 41,6% dos domicílios. Além disso, 60,2% das casas possuem carro, 34,3% têm motocicleta e 21,5% contam com ambos os veículos.
Outro dado destacado é o perfil da população por cor ou raça: 55,4% dos moradores se declaram pretos ou pardos, enquanto 42,7% se identificam como brancos.
Os números reforçam tendências já observadas em anos anteriores, como o envelhecimento da população, a diversificação dos arranjos familiares e a mudança nas formas de morar no Estado.
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