Jovens indígenas de MS participam de programa da ONU na Suíça

Imagem Divulgação
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Representantes do Estado integram iniciativa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em Genebra, voltada à formação de lideranças indígenas para atuação nos mecanismos internacionais de direitos humanos

 

Representantes indígenas de Mato Grosso do Sul estão entre os brasileiros selecionados para o Programa de Bolsas para Indígenas, promovido pelo ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos). A iniciativa tem como objetivo capacitar lideranças indígenas para atuar nos mecanismos internacionais de promoção e defesa dos direitos humanos.

Os sul-mato-grossenses participam da segunda etapa da formação em Genebra, na Suíça, onde realizam uma imersão presencial de quatro semanas na sede do ACNUDH. Durante o período, recebem capacitação sobre a estrutura do sistema das Nações Unidas, os instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos e os mecanismos específicos voltados aos povos indígenas.

Entre os temas abordados está o EMRIP (Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas), órgão consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU que produz estudos e oferece assessoria especializada sobre a implementação dos direitos dos povos indígenas.

Representando Mato Grosso do Sul estão Sandro Terena, da Aldeia Taboquinha, na Terra Indígena Nioaque, membro e comunicador do Conselho do Povo Terena e estudante de Jornalismo; e Amirele Porto Machado, indígena Guarani-Kaiowá e Terena, da Reserva Indígena de Dourados, bacharela e mestra em Direito, indicada pela Organização Terena da Grande Dourados (OTGD).

A participação dos jovens indígenas sul-mato-grossenses reforça a presença dos povos indígenas brasileiros em espaços internacionais de diálogo e incidência política, ampliando sua capacidade de defender pautas relacionadas aos direitos territoriais, culturais, sociais e ambientais de suas comunidades.

Antes da etapa internacional, os participantes passaram por uma fase preparatória em Brasília. Ao todo, nove indígenas brasileiros integram a edição do Programa de Bolsas para Indígenas, que busca fortalecer a participação de lideranças indígenas nos processos de tomada de decisão das Nações Unidas e de outros organismos internacionais.

 

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