Dossiê 2025: Delegacia da Mulher registrou 9,2 mil boletins de violência contra a mulher em Campo Grande

Foto: Divulgação
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Região onde vítimas residem e faixa etária também foram apresentadas no documento

Com números expressivos, a Casa da Mulher Brasileira registrou 17.355 atendimentos e acolhimentos em 2025, em Campo Grande. Neste mesmo período, a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) realizou 9.209 boletins de ocorrência. Os dados são do ‘Dossiê Mulher Campo-grandense 2026’, publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) nesta quarta-feira (11).

Segundo o documento, gráficos mostram os dados reunidos, entre eles, o mês de março ganhou destaque devido o pico de 2.707 atendimentos, muito acima da média mensal. Já sobre os boletins de ocorrência na Deam, o dossiê indica que o maior número de ocorrências também foi registrado em março, com 900 boletins. O mês de dezembro ocupa o segundo lugar no quesito, com 847 boletins registrados, e em seguida o mês de outubro, com 815. Mesmo no período de menor volume, em junho foram contabilizados 640 casos, o que mantém a média mensal acima de 700 registros.

Conforme divulgado, o estudo foi elaborado pela Semu (Secretaria Executiva da Mulher) e reúne informações sobre atendimentos prestados às mulheres em situação de violência na Capital no ano passado. Esta é a quarta edição da publicação, criada com o objetivo de sistematizar dados da rede de atendimento e contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes.

Perfil das vítimas

Entre as mulheres atendidas pela Casa da Mulher Brasileira, foi constatado que a maioria tem entre 21 e 30 anos, faixa que representa 27,9% dos registros. Em seguida aparecem mulheres de 31 a 40 anos (24%) e de 41 a 50 anos (21,3%).

As demais faixas etárias aparecem em menor proporção:

  • 51 a 60 anos: 11,2%;
  • 18 a 20 anos: 5,5%;
  • 61 a 70 anos: 5,1%;
  • Menores de 18 anos: 2,4%;
  • 71 a 80 anos: 2,2%.

Conforme o documento, a violência atinge principalmente mulheres em idade economicamente ativa, período em que muitas mantêm vínculos familiares, profissionais e afetivos.

Moradia das vítimas

O documento ainda aponta que o maior número de atendimentos na CBM refere-se às mulheres que moram na região do Anhanduizinho, onde concentram 24,3% do total. A região é a mais populosa de Campo Grande, com 218,5 mil moradores, e reúne os bairros Aero Rancho, Alves Pereira, América, Centenário, Centro-Oeste, Guanandi, Vila Jacy, Jockey Club, Lageado, Los Angeles, Parati, Pioneiros, Piratininga e Taquarussu. Veja:

  • Anhanduizinho: 24,3%;
  • Bandeira: 17,8%;
  • Lagoa: 15,1%;
  • Segredo: 14,5%;
  • Imbirussu: 12,1%;
  • Centro: 5,9%;
  • Prosa: 5,3%.

As informações consideram mulheres cadastradas e atendidas entre janeiro e julho de 2025.

 

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