A vulnerabilidade de motoristas e animais na BR-262 voltou a ser exposta nesta quarta-feira (22), em Campo Grande. Em um intervalo de poucas horas, dois cavalos foram atropelados no trecho urbano da rodovia, reforçando o clima de insegurança para quem vive e trafega na região.
A violência das colisões chamou a atenção de quem passou pelo local. O primeiro animal morreu ainda na madrugada, ficando com as vísceras expostas sobre o asfalto. Horas depois, um segundo veículo atingiu outro cavalo com tal impacto que o animal foi decapitado; a cabeça foi lançada a cerca de 80 metros de distância do corpo.
Relatos de insegurança
Vizinhos que residem às margens da rodovia confirmaram à reportagem do Jornal O Estado que o cenário de tragédia é recorrente. “Este tipo de acidente é comum. Já atropelaram égua e vaca por aqui, acontece sempre”, relatou uma moradora que preferiu não se identificar.
A comunidade cobra fiscalização e a punição dos proprietários dos animais, que frequentemente circulam livremente pela pista. “Quem tem que ser responsabilizado é o dono. Quem cria bicho em beira de estrada? Os animais não pensam, o homem sim. Daqui a pouco morre um ser humano se nenhuma providência for tomada”, desabafou a vizinha, que chegou a ver uma picape danificada no local logo após um dos acidentes.
Retirada dos animais
Durante a presença da reportagem, agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) moveram uma das carcaças para o acostamento, a fim de liberar o fluxo e evitar novas colisões.
Segundo a PRF, a remoção definitiva dos corpos é de responsabilidade do poder público municipal. Questionada sobre o cronograma de limpeza e as medidas para coibir a presença de animais na pista, a Prefeitura de Campo Grande não enviou resposta até a publicação desta matéria.
Por Michelly Perez e Maria Gabriela Arcanjo
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