Após relatos de atrasos, usuários voltam a denunciar superlotação e falhas no transporte coletivo

Foto: Reprodução/Leitor O Estado
Foto: Reprodução/Leitor O Estado

Novas queixas foram encaminhadas ao Jornal O Estado um dia após publicação sobre problemas nas linhas que atendem o Caiobá

Um dia após a publicação de reportagem sobre atrasos e superlotação no transporte coletivo de Campo Grande, novos relatos chegaram à redação do Jornal O Estado. As reclamações se concentram principalmente nas linhas que atendem o Caiobá, como 302, 309 e 321, mas também envolvem outras rotas da cidade.

Usuária diária do transporte público, Millene Elias, de 24 anos, afirma que enfrenta dificuldades de segunda a sexta-feira, no trajeto de ida e volta do trabalho. Segundo ela, o problema começa ainda no terminal Bandeirantes.

“Quando chego no terminal, a fila do 070 já está quilométrica, você tem que dar a sorte de conseguir entrar, ou então tem que esperar o próximo e chegar atrasada no serviço. Sempre lotados, um empurra-empurra, calor excessivo. Acaba sendo um teste de resistência logo no primeiro horário do seu dia. É uma coisa que com certeza poderia ser evitada, ninguém anda de ônibus de graça, todos pagamos pela passagem (e caro) e não temos um serviço decente.”

Questionada se a frota atende à demanda, ela é direta: “Não atende, em horário de pico sempre estão extremamente lotados.” Sobre a pontualidade, afirma que os atrasos são frequentes. “Sempre atrasam, e quando consultamos nos aplicativos, mostra que outro está a caminho, mas muitas vezes esse ônibus nem chega.”

Na quinta-feira (26), situações semelhantes voltaram a ser registradas nas linhas 302, 309 e 321, que atendem a região do Caiobá. Segundo relatos enviados ao jornal, o ônibus previsto para sair do Terminal Bandeirantes às 18h35 não passou, provocando filas extensas no fim da tarde, horário de retorno do trabalho e das aulas.

Em vídeo encaminhado à reportagem, passageiros aparecem disputando espaço para embarcar em outro coletivo que chegou posteriormente. Devido à superlotação, parte das pessoas não conseguiu entrar e permaneceu no terminal à espera do próximo veículo.

As queixas se somam às registradas na quarta-feira (25), quando usuários já haviam denunciado atrasos e ausência de ônibus no mesmo terminal.

O Jornal O Estado voltou a procurar o Consórcio Guaicurus para esclarecer as situações relatadas e questionar sobre a regularidade das linhas e dimensionamento da frota. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.

 

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