Agetran amplia rede de videomonitoramento nas sete regiões da Capital: “Rotineiramente recebemos denúncias”, diz diretor

FOTO: NILSON FIGUEIREDO
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Agetran amplia rede de videomonitoramento nas sete regiões da Capital: “Rotineiramente recebemos denúncias”, diz diretor

O sistema integrado de videomonitoramento, operado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) em conjunto com a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social), expandiu recentemente sua cobertura para a Rua 14 de Julho e para os acessos ao Aeroporto Internacional e ao Terminal Rodoviário. Ao jornal O Estado, o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Ciro Vieira Ferreira, explicou sobre a escolha dos locais escolhidos.

“Identificamos a necessidade de estar ampliando a instalação desse monitoramento na Capital, com isso, atualmente temos um total de 177 câmeras instaladas nas sete regiões de Campo Grande, com uma atenção especial na Rua 14 de julho, Aeroporto Internacional e Terminal Rodoviário”.

De acordo com Ciro, as câmaras auxiliam na segurança pública e também no monitoramento do trânsito. “Diariamente recebemos denúncias de conflitos no nosso trânsito. Esses pontos foram definidos de acordo com essas demandas, através das denúncias recebidas devido os veículos estacionados de forma irregular, parados em fila dupla, atrapalhando o fluxo de veículos, principalmente nos locais citados acima”, detalhou.

A escolha dos novos pontos de vigilância responde diretamente aos chamados da população. Nestes locais, o alto fluxo de pessoas e veículos atrai condutas que comprometem a ordem pública, como furtos ao comércio, atuação de transporte clandestino de passageiros e retenções de tráfego causadas por estacionamento irregular e paradas em fila dupla.

“Rotineiramente recebemos denúncias da Rua 14 de julho, onde as pessoas, os usuários, utilizam as vagas de embarque e desembarque para estarem parando seus veículos e deixam ali praticamente o dia todo estacionados, atrapalhando o fluxo e prejudicando os próprios comerciantes da região”, pontuou ele.

“Já sobre o Aeroporto Internacional, tem bastante reclamações referentes as vagas de embarque e desembarque, onde muitos munícipes param seus veículos, atrapalhando as pessoas que vão fazer seus embarques, atrasando todo o planejamento dessas pessoas”, acrescentou.

A expansão da rede de câmeras prioriza o combate imediato à criminalidade e a preservação de vidas no trânsito, atuando de forma preventiva para inibir atos ilícitos e destravar os gargalos viários.

“Referente ao Terminal Rodoviário de Campo Grande, recebemos muitas denúncias de transporte clandestino de passageiros, isso traz uma insegurança para o próprio usuário que não sabe qual é a intenção desse condutor que está realizando esse transporte. Além da parte de trânsito, a Agetran está atuando para estar prevenindo e realizando a fiscalização desses condutores que estão utilizando de forma irregular a via pública”, disse.

Monitoramento humano e integrado

A tecnologia instalada nas ruas funciona sob o comando direto de profissionais qualificados. O sistema não opera de forma automatizada. A partir de uma central de controle, agentes de trânsito e de segurança acompanham as transmissões em tempo real, avaliando o comportamento nas vias e o fluxo de pessoas.

Ao identificar um veículo trancando a passagem de ambulâncias ou obstruindo a via principal, por exemplo, o agente analisa a situação na tela e adota as medidas cabíveis baseadas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Da mesma forma, movimentações suspeitas na área central acionam rapidamente as equipes de segurança.

A estratégia da administração municipal com a ampliação da vigilância eletrônica é transformar a cultura urbana. O foco central estabelece a proteção do cidadão, a redução de sinistros e a construção de um ambiente ordenado, onde a população sinta segurança para caminhar, consumir e transitar livremente.

Com Sandra Salvatierre

 

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