Acidentes com bicicletas elétricas já são comuns e vereador sugere aulas básicas para condutores

Acidente terminou com duas
mulheres gravemente feridas
na Av. Júlio de Castilhos, na
segunda-feira (30) -Foto: Roberta Martins
Acidente terminou com duas mulheres gravemente feridas na Av. Júlio de Castilhos, na segunda-feira (30) -Foto: Roberta Martins

Tenente Coronel do PBMTran ressalta que regras de circulação são as mesmas para todos os veículos

Após o acidente envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus circular ocorrido na tarde de segunda-feira (30), em frente ao Terminal Júlio de Castilhos, no Jardim Panamá, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, pediu, durante fala na sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na manhã de ontem, que os condutores desses veículos sejam orientados com aulas básicas de circulação e sinalização de trânsito antes de adquirirem o veículo motorizado.

O parlamentar ressaltou que, se por um lado a bicicleta elétrica tornou-se uma opção de autonomia para quem depende de ônibus ou carro de aplicativo, por outro é preciso pensar em políticas públicas para que estes veículos não sejam um problema ou causem transtornos, tanto para quem pilota quanto para condutores de outros carros, motos e veículos.

“Quando a pessoa compra uma bicicleta motorizada que vai andar a 40 km/h, ela está saindo do ônibus lotado, dos carros de aplicativo, as dificuldades que tinha, mas ela tem que saber que, por exemplo, aquela placa com o triângulo vermelho significa “dê a preferência”, então, ela tem que parar e, se não parar, ela vai cruzar aquela via e um carro pode bater nela”, pontuou.

Carlão sugeriu que convênios entre os estabelecimentos que comercializam bicicletas elétricas e o Detran (Departamento Nacional de Trânsito) para aulas básicas para novos condutores seria uma das formas de contornar a situação e evitar o aumento dos casos de acidentes. O vereador ainda destacou que tal formação deveria ser realizada de forma gratuita a fim de não onerar o cidadão.

“Eu acho que tem que ter, sem onerar, que os estabelecimentos que vendem essas bicicletas têm que ter convênio com o Detran para realizar 5 ou 6 horas de aulas com essas pessoas e mostrar as sinalizações, porque, às vezes, elas não conhecem. As pessoas que vendem essas bicicletas, a Prefeitura e o Governo do Estado tem que ajudar a sociedade neste sentido, porque as pessoas podem sofrer acidente e perder a vida porque não conhecem”, afirmou.

Ao final de sua fala, o parlamentar ainda sugeriu a realização de uma audiência pública na Casa de Leis para que o tema seja amplamente debatido.

 

Veículos diferentes, mesmas regras

O BPMTRAN (Batalhão da Polícia Militar de Trânsito) informou ao Jornal O Estado que não existe uma estatística de acidentes envolvendo bicicletas elétricas, mas chamou a atenção para o fato de que muitos sinistros acontecem por desatenção de motoristas de veículos automotores, como motos e carros, em relação a quem anda de bicicleta, seja elétrica ou não. De acordo com o Tenente Coronel Carlos Augusto Regalo, comandante do BPMTRAN, a regra é manter distância de ao menos 1,50m entre o veículo e o ciclista quando este estiver transitando pela via.

O comandante ainda lembra que as regras de circulação para bicicletas elétricas são as mesmas válidas para as bicicletas comuns, como andar na ciclovia ou ciclofaixas quando houver, e quando não houver, o trânsito deve se dar no mesmo sentido dos demais veículos, seguindo as regras de trânsito, mantendo a velocidade indicada para a via.

“As normas de trânsito visam proteger os mais vulneráveis, então, o alerta é para que os condutores de veículos automotores procurem sempre zelar pela segurança dos ciclistas e pedestres, isso se dá através de uma diferença defensiva e do respeito à sinalização”, finalizou.

 

Ônibus colide com bicicleta elétrica no Jardim Panamá

No início da tarde de segunda-feira (30), um ônibus que estava entrando no Terminal Júlio de Castilhos bateu em uma bicicleta elétrica, conduzida por uma menor de idade. Ao que tudo indica, a colisão aconteceu quando a adolescente, que levava uma amiga também menor de idade na garupa, atravessou a vida no sinal vermelho, não dando tempo hábil para que o motorista do coletivo parasse.

As duas foram encaminhadas para a Santa Casa, sendo que o estado de saúde da vítima mais velha era crítico. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, que esteve no local para atender a ocorrência, ambas tiveram traumatismo craniano, mas a adolescente de 15 anos precisou ser sedada.

Não há atualização sobre a situação clínica das vítimas.

Por Ana Clara Julião

 

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