PF faz nova fase da Operação Sem Desconto e mira familiares do senador Weverton Rocha

Foto: Divulgação/Polícia Federal
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Desta vez, a ação tem como foco suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada aos recursos obtidos com as fraudes. Entre os alvos estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA), além do advogado e empresário Willer Tomaz.

Senador Weverton Rocha (PDT-MA) – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo STF (Tribunal Federal) no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo a PF, esta etapa da investigação começou após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo, com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos recursos obtidos ilegalmente.

A Operação Sem Desconto foi deflagrada inicialmente em abril de 2025, quando a Polícia Federal revelou um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS entre os anos de 2019 e 2024. De acordo com as investigações, os prejuízos podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Nesta nova fase, os investigadores buscam esclarecer a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a responsabilidade individual de cada investigado.

Também alvo de buscas, o advogado Willer Tomaz afirmou, por meio de nota, que não é investigado na operação e que a diligência ocorreu apenas por ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem de caráter particular. Segundo a defesa, o empréstimo da aeronave ocorreu de forma pessoal e sem qualquer relação com as fraudes apuradas pela Polícia Federal. O advogado declarou ainda que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

 

Com informações do G1

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