Governo brasileiro repudia fala de assessor de Trump contra mulheres brasileiras

Foto: imagem Ilustrativa/Canva
Foto: imagem Ilustrativa/Canva

O Ministério das Mulheres divulgou nota oficial repudiando declarações do assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, consideradas ofensivas às mulheres brasileiras. Segundo a pasta, as falas reforçam discurso de ódio e atentam contra a dignidade feminina.

As declarações foram feitas durante entrevista à emissora italiana RAI, na qual Zampolli afirmou que “as mulheres brasileiras fazem confusão com todo mundo” e as classificou como “raça maldita”, além de dizer que seriam “programadas” para esse comportamento.

Governo classifica fala como discurso de ódio

Na nota, o ministério afirmou que declarações desse tipo não podem ser tratadas como opinião. “Misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa”, destacou o texto.

A pasta, comandada pela ministra Márcia Lopes, também ressaltou que o combate à violência de gênero e à discriminação é compromisso permanente do governo brasileiro. O posicionamento reforça que manifestações misóginas não devem ser relativizadas sob o argumento de liberdade de expressão.

Reação da primeira-dama

A primeira-dama Janja Lula da Silva também se manifestou publicamente nas redes sociais, criticando as declarações de Zampolli. Em sua publicação, ela destacou a força das mulheres brasileiras e repudiou o conteúdo das falas.

Janja ainda mencionou que o assessor é acusado por sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico.

“As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento. Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui”, afirmou.

No comunicado, o governo brasileiro reafirmou o compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência, incluindo a misoginia e a discriminação de gênero e raça.

O caso repercutiu amplamente e reforçou o debate sobre limites da liberdade de expressão e a responsabilização por discursos considerados ofensivos ou discriminatórios.

 

Confira as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *