Milhões de brasileiros podem ter dinheiro esquecido do antigo fundo PIS/Pasep e nem saber. Segundo o governo federal, cerca de 10,4 milhões de trabalhadores e servidores públicos têm valores disponíveis para ressarcimento, que somam R$ 26,3 bilhões. A estimativa é de que cada beneficiário receba, em média, R$ 2,8 mil.
O dinheiro é destinado a pessoas que trabalharam com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e que não retiraram os recursos acumulados nas chamadas cotas do antigo fundo PIS/Pasep.
Na terça-feira (25), a Caixa Econômica Federal liberou um novo lote de pagamentos para quem solicitou o ressarcimento até 31 de julho de 2026. Quem ainda não fez o pedido pode consultar se possui algum valor disponível e, caso tenha direito, solicitar o pagamento nos próximos lotes.
Quem tem direito?
Os valores são referentes às cotas do antigo fundo PIS/Pasep, criado para reunir recursos destinados aos trabalhadores. Em 1975, os dois programas foram unificados em um único fundo.
O sistema deixou de funcionar em 1988, quando foi substituído pelo modelo atual do abono salarial. Parte dos trabalhadores, no entanto, não sacou os valores acumulados durante o período em que o fundo esteve ativo.
Com o passar dos anos, os recursos que não foram retirados foram transferidos para uma conta única do Tesouro Nacional.
Agora, quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 pode solicitar o ressarcimento, desde que exista saldo disponível em seu nome.
Herdeiros também podem fazer o pedido em nome de trabalhadores que já morreram.
Como consultar o dinheiro esquecido?
A consulta pode ser feita pela internet, por meio da página do REPIS Cidadão. Para verificar se há valores disponíveis, o interessado precisa acessar o sistema com uma conta gov.br, informar o NIS (Número de Identificação Social) e realizar a pesquisa.
Se houver dinheiro a receber, a própria plataforma apresenta as instruções para solicitar o ressarcimento.
Outra opção é consultar os valores pelo aplicativo do FGTS.
Como o pagamento é feito?
Os pagamentos são realizados exclusivamente pela Caixa. O dinheiro pode ser depositado em uma conta que o beneficiário já tenha no banco ou em uma Poupança Social Digital, aberta gratuitamente pela instituição.
O calendário considera a data em que o pedido de ressarcimento foi feito:
Pedido feito até | Pagamento
31 de julho de 2026 – 25 de agosto de 2026
31 de agosto de 2026 – 25 de setembro de 2026
30 de setembro de 2026 – 26 de outubro de 2026
31 de outubro de 2026 – 25 de novembro de 2026
30 de novembro de 2026 – 28 de dezembro de 2026
31 de dezembro de 2026 – Janeiro de 2027 |
Prazo vai até 2028
Quem tiver valores disponíveis ainda terá tempo para fazer o pedido. O ressarcimento poderá ser solicitado até setembro de 2028.
É importante, porém, não deixar para a última hora. Quem não fizer a solicitação dentro do prazo perderá o direito de sacar os recursos. Depois desse período, o dinheiro que não tiver sido reivindicado será definitivamente incorporado ao Tesouro Nacional.
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