Manex Silva e Eduarda Ribera registram marcas históricas na estreia do Time Brasil em na disputa Milão-Cortina 2026
Os jogos Olímpicos de Inverno já estão rolando com muito frio e adrelina na Itália, país sede de competição em 2026. O Brasil, que está bem representado, registrou o melhor resultado da história no esqui cross-country nos jogos nesta terça-feira (10).
Na estreia do Time Brasil em Milão-Cortina 2026, a marca foi alcançada por Manex Silva, no sprint livre masculino disputado em Tesero, na Itália. A prova também contou com a participação de Eduarda Ribera e de Bruna Moura.
Manex é beneficiário do programa Bolsa Atleta desde 2021, e Eduarda, bolsista desde 2019. O benefício é um programa federal brasileiro de patrocínio individual que serve para garantir a manutenção pessoal e custear despesas de treinamento e competições de atletas e paratletas de alto rendimento que não possuem patrocínio.
Prova Equi Cross-Country
Com o tempo de 3min25s48, Manex Silva terminou a prova na 48ª colocação e superou o 66º lugar obtido por Jaqueline Mourão nos Jogos de Vancouver 2010, até então o melhor resultado brasileiro na modalidade em Olimpíadas de Inverno. O atleta ficou ainda próximo do recorde sul-americano, que permanece com o argentino Francisco Jerman, 44º colocado nos Jogos de 1960.
“Eu estava sonhando com um resultado assim. Tenho expectativas altas, mas estou feliz porque fiz uma boa corrida e dei o meu melhor. Consegui o melhor resultado da história do Brasil em provas individuais da modalidade e acredito que ainda posso melhorar nos próximos anos”, afirmou Manex ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).
No sprint livre feminino, Eduarda Ribera completou o percurso de 1,5km na 72ª colocação, com o tempo de 4min17s05. O desempenho resultou em 226,67 pontos FIS, a melhor pontuação já obtida por uma atleta brasileira em Jogos Olímpicos de Inverno na prova. Bruna Moura terminou na 74ª posição, com 4min22s07, somando 254,53 pontos.
“Me senti muito bem na prova e fico satisfeita com a preparação desses últimos dias. Agradeço o apoio da minha família e de todos que acompanharam”, disse Eduarda. A atleta também comentou a diferença entre sua primeira e a segunda participação olímpica. “Estou mentalmente mais forte. O trabalho da minha psicóloga e de toda a equipe fez diferença para que eu me enxergasse melhor nesses Jogos Olímpicos”, completou.
Acidente e fisioterapia
Para Bruna Moura, a estreia em Milão-Cortina marcou a realização de um ciclo iniciado antes dos Jogos de Pequim 2022. Classificada para aquela edição, a atleta sofreu um grave acidente de carro no deslocamento para a competição. Após dois meses sem andar e um ano e meio de fisioterapia, retornou aos treinos e às competições até garantir vaga nos Jogos de 2026.
“Estou muito feliz. Quando vi a linha de chegada depois da última descida, aquilo representou tudo para mim. Ainda tenho outras provas, mas esta já foi a prova da minha vida. Agora posso dizer oficialmente: atleta olímpica”, declarou Bruna.
O Time Brasil segue em competição nesta quarta-feira (11), com Pat Burgener e Augustinho Teixeira no halfpipe masculino do snowboard, em Livigno. Na quinta-feira (12), o esqui cross-country retorna em Tesero, com Eduarda Ribera e Bruna Moura nos 10km femininos em estilo livre, às 9h. Manex Silva volta a competir no dia 13. Na mesma data, Nicole Silveira estreia no skeleton, em Cortina D’Ampezzo.
Com informações da Agência Gov.
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram.