Vamos colorir Campão! Livro traz capivara carismática passeando pela Capital

Fotos: reprodução
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Os Bobbie Goods, livros para colorir com cenas do cotidiano com ursinhos ou cachorrinhos, é febre desde o ano de 2024, com uma ascensão este ano, e não só para crianças, até os adultos usam o item como forma de ‘relaxamento’ e diversão, ou mesmo para treinar os talentos artísticos. Pensando nisso, a Câmara Municipal lançou o livro ‘Vamos Colorir Campão Juntos?’, com ilustrações de pontos da nossa cidade.

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A publicação conta com ilustrações da capivara apelidada de Capy Guatá, em um passeio turístico pelos monumentos. O livro foi escrito e ilustrado à mão pela publicitária e servidora da Câmara, Mari Armôa, com traços inspirados no famoso livro. A iniciativa também faz parte das comemorações do aniversário de 126 anos de Campo Grande.

Nas ilustrações, vemos a Capy Guatá no Parque das Nações Indígenas, em frente ao monumento Zarabatana, tomando nosso tradicional tereré gelado. Ela ainda visita à Feira Central, Monumento Maria Fumaça, Monumento Índia Terena, Lago do Amor, Morada dos Baís e muitos outros locais.

“Adora a estética ‘cute’ que os livrinhos de colorir que estão na moda trazem. E como o traço conversa com o meu estilo de ilustração, achei que seria vantajoso trabalhar com o tema ‘Vamos Colorir Campão Juntos’”, explicou a autora para o Jornal O Estado.

Já a confecção do livro começou ali, de forma tradicional, no lápis e papel, para depois passar para os métodos atuais, utilizando da tecnologia como aliada.

“O processo foi rascunhar tudo à mão, antes, lápis e papel mesmo, depois tracejar com nanquim e por fim escanear e vetorizar, corrigindo cada desenho no programa de ilustração vetorial, no computador. Usando um tablet e caneta fui colocando alguns detalhes, mas nada muito rebuscado, porque queria algo bem simples mesmo. Aqui nada foi perfeito. Tudo à mão, demorado e imperfeito. Mas com muito carinho”, revela.

Com ilustrações que vão de monumentos até ruas simbólicas de Campo Grande, houve locais que Armôa conta quais foram os mais desafiadores para se desenhar. “Mercadão Municipal e a Feira Central. São muitos elementos, pessoas e detalhes. Repito, nada saiu perfeito, como talvez uma inteligência artificial faria, mas tentei dar o meu melhor e fiz com todo carinho do mundo”.

Já a criação da Capy Guatá saiu da cabeça de Armôa para o papel de forma simples. “Desde o início já tinha muito certo na minha cabeça o visual da Capy Guatá. Felizmente não precisei de muitas tentativas para o primeiro esboço e consegui facilmente a personagem”.

Bônus

Além das ilustrações para pintura, a Capy Guatá também ensina aos leitores algumas receitas tipicas da Capital, como a chipa e o pastel. A autora explica que o livro foi pensado como uma produção que englobasse história, memória e sabores. “Campo Grande é feita disso tudo. Cada canto tem uma história, tem cheiros e sabores. Nosso parque das nações, palco de rodas de tereré, a feirona com seu soba irresistível, comer chipa na padaria enquanto se caminha pelo centro da cidade, enfim, nossa cidade é rica demais e gostaria muito de levar um pedacinho disso nesse livro de colorir, além de mostrar a presença do legislativo por meio de leis que fomentaram positivamente cada um desses lugares e histórias”.

Inclusive o nome da capivarinha protagonista tem tudo a ver com o livro. “A Capy Guatá tem esse nome porque em guarani Guatá significa ‘caminhar’, e eu queria que essa capivarinha levasse o expectador a um passeio por Campo Grande através desses pontos turísticos. Não contemplei todos, infelizmente, porém são alguns pontos que estamos trabalhando na comunicação visual interna da Câmara Municipal, foram escolhidos simbolicamente para homenagear a história da nossa cidade”.
“Quem sabe em um segundo momento possamos expandir o número de ilustrações e ir contemplando mais e mais pontos importantes da nossa história? Seria muito bom!”, projeta a responsável pelo trabalho, destacando a vontade de dar continuidade à iniciativa e ampliar ainda mais o alcance da proposta.

Ela reforça que o projeto só foi possível graças ao suporte interno da Câmara Municipal. “Sou servidora da Casa de Leis, efetiva, trabalho dentro da Diretoria de Comunicação da Câmara. O nosso trabalho dentro desse setor é cuidar do institucional da Casa e propor. Visto isso eu sempre, de uma maneira ou outra, tenho apoio necessário, principalmente da minha chefia, ainda mais com um material que leva a nossa história e cultura de maneira tão lúdica. Quando tive a ideia, foi apresentada e foi aprovada prontamente. A Casa sempre está apoiando ações que levem educação, cultura e nossa história para toda a população, principalmente os pequeninos”, finaliza.
O livro está disponível para download no site da Câmara Municipal: https://camara.ms.gov.br/.

 

Por Amanda Ferreira e Carolina Rampi

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