Star Wars: O Mandaloriano e Grogu

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Novo filme da saga apela para a fofura de Grogu e carisma de Pedro Pascal para tentar emplacar nas bilheteria

Em pleno 2026 os cinemas estão presenciando o lançamento de um filme da saga Star Wars. Dessa vez os estúdios Disney resolveu apostar na fama de Pedro Pascal e na fofura de Grogu, o Baby Yoda, com a estreia de ‘Star Wars: O Mandaloriano e Grogu’, nesta quinta-feira (21). Entretanto, apenas a nostalgia irá segurar a franquia atualmente?

Dirigido pelo ator e diretor Jon Favreau, responsável pela série e também pela direção de ‘Homem de Ferro’, ‘Star Wars: O Mandaloriano e Grogu’ acompanha o caçador de recompensas solitário, o Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e seu aprendiz Grogu, embarcando em uma nova e emocionante aventura.

A trama dará continuidade aos acontecimentos vistos na série The Mandalorian sob o contexto da recente queda do Império e, enquanto a Nova República luta para estabelecer as fundações do governo baseadas na luta da Rebelião, o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e seu jovem aprendiz Grogu entram em uma missão para achar os esconderijos dos senhores da guerra Imperiais espalhados pela galáxia.
Ou seja, com essa sinopse, é possível ver que o filme será totalmente voltado para os fãs, seja os que vieram das séries quanto os antigos, que – talvez – irão ao cinema pela nostalgia, já que o último filme de Star Wars lançado nos cinemas foi em 2019, sete anos atrás, com ‘A Ascensão Skywalker’.

A série teve início com o simples título Star Wars, escrito e dirigido por George Lucas, lançado em 25 de maio de 1977. Na época da sua estreia se tornou a maior bilheteria de todos os tempos, arrecadando US$ 775 398 007 milhões de dólares e ganhando sete prêmios no Óscar.

A 20th Century Fox desacreditando um filme que ambientado no espaço, permitiu que George Lucas tivesse todos os direitos do filme. O sucesso garantiu a ele dinheiro suficiente para abrir sua própria empresa cinematográfica: a Lucasfilm e, o filme foi transformado em uma franquia e série, ganhando produtos derivados.

Opiniões dividias

Para os fãs campo-grandenses, o lançamento está dividindo opiniões. A estudante Luana dos Santos Cortez, de 18 anos, está pronta para ver a história sair do streaming para as telas de cinema, e acredita que a trama pode ser um ‘novo começo’ para a Disney e para a franquia.

“Acredito que dificilmente volte a Era de Ouro; muitas das obras que a Disney vem produzindo são apenas por lucro e repetição de histórias clichês, mas em ‘Rogue One’ e ‘O Mandaloriano’ eles acertaram bastante”, disse em entrevista ao Jornal O Estado.

Fã desde os 15 anos, ela começou acompanhar a saga de uma forma até que inusitada: por meio do animador e ator norte-americano Jim Henson, conhecido por dar vida aos ‘Muppets’.

“Tinha visto um filme chamado ‘O Labirinto’, gostava muito do Jin Henson e vi que ele ajudou na confecção de alguns fantoches de Star Wars, e o produtor executivo de O Labirinto era o George Lucas, então assisti Star Wars só para passar o tempo. Mas, quando me vi chorando ao final do Episódio 6, virei uma fã quase obcecada”, relembra.

Para ela, o que chama a atenção na saga é a dinâmica familiar das trilogias principais. “Star Wars é uma ópera espacial de política, princípios, família e guerra”. Segundo Luana, esses temas, aliados aos valores de aprendizado entre mestres e aprendizes também é abordado entre o Mandaloriano e o Baby Yoda, o que ajuda a manter o filme sob a mesma ótica dos longas da franquia.

“Vemos que o desenvolvimento deles acontece de forma orgânica, é como se você fosse um observador ali, vira uma relação quase de pai e filho, eles conseguiram transmitir bem a atmosfera da saga original, mas com uma ideia nova, não tanto de uma grande batalha para salvar a galáxia, mas lutas pessoais, caçar recompensas e se conectar com a força”, explicou.

Tendo assistido aos últimos lançamentos no cinema, o estudante Jonathas Camargo, de 21 anos, acompanha a saga desde 2015. Para ele, o universo de Star Wars segue sendo passível de expansão, com algo novo a se descobrir, como os Jedi, Sith, a Força, e as guerras.

“Tudo tem uma vibe absurda. Para mim, Star Wars é uma das franquias mais importantes do cinema, fácil. Cresci vendo isso e até hoje quando escuto a trilha ou vejo um sabre de luz, já bate aquela nostalgia”, disse.

O primeiro filme foi lançado em 1977 e agora uma nova história está nascendo, em pleno 2026. Jonathas acredita que essa longevidade ocorre pela união entre história e personagens. “Tipo, até quem nunca viu conhece o Darth Vader ou sabe o que é um Jedi. A saga virou algo muito maior que só filme”, destacou.

Em comparação com os momentos mais icônicos da saga — como as trilogias clássica e prelúdio — Luana também pontua que essa nova fase expande o universo, com dinâmicas próprias.

“Agora, o objetivo de salvar a galáxia é substituído por sobreviver outro dia. De certa forma, isso aproxima ainda mais os fãs, pois muitas vezes admiramos os grandes protagonistas, mas entendemos e nos conectamos com os personagens mais anônimos, com histórias e vínculos que convencem”.

Gabriel Tadashi, de 23 anos, acompanha a saga a mais de 10 anos, e para ele a franquia serviu como porta de entrada para a cultura pop. Assim como Luana, ele vê que a força criada na saga serve como pilar até as criações atuais, independente de quais arcos forem adaptados.

“Ela não é uma saga focada em um só personagem, o mundo é orgânico e se desenvolve ao redor dos personagens. Os personagens também carregam muita personalidade tendo objetivos que às vezes se aliam e fazem algumas alianças inesperadas, a relação entre eles também é bem desenvolvida sejam inimigos ou aliados, existe um porquê daquilo acontecer; não é algo que simplesmente acontece”, disse.

Uma Nova Esperança – literalmente

As críticas especializadas estão bem negativas sobre o filme, inclusive com uma baixa nota no Rotten Tomatoes, site especializado em cinema. Entretanto, entre os três fãs, mesmo que com ressalvas, a alegria de ver mais um filme do tema nos cinemas, após um jejum de sete anos é maior.

“Espero sentir aconchego, às vezes que a Disney apostou em grandes produções épicas de Star Wars foram bem ruim, apenas com roteiros clichês e diretores que mal desenvolveram, o único que foi original e bem construído trazendo aquela nostalgia verdadeira foi ‘Os Últimos Jedi’”, disse Laura.

“Sinceramente eu espero sair do cinema falando ‘agora sim fizeram um Star Wars absurdo’. Porque os últimos filmes não conseguiram entregar tudo o que eu esperava. Quero voltar a sentir aquela emoção real vendo as batalhas e os momentos épicos na tela grande”, complementou Jonathas.

Gabriel reforça a vontade de assistir a um roteiro bem construído para a produção. “Quero ver que o mundo foi realmente pensado; os novos filmes têm falhado nesse quesito, parecendo que os personagens não têm um norte para seguir, tendo um objetivo ‘imposto’ sobre eles sendo que esse é o mais importante e as suas vontades e sentimentos são secundários”, finaliza.

Mas você sabe assistir?

Para quem não conhece, além de grande, Star Wars também tem vários períodos e épocas. Há ainda formas diferentes de conferir na ordem cronológica, dependendo da versão que o espectador desejar.

Ordem de lançamento dos filmes e séries de “Star Wars”

* “Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança” (1977);
* “Star Wars Episódio V: O Império Contra Ataca (1980);
* “Episódio VI: O Retorno de Jedi” (1983);
* “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999);
* “Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones” (2002);
* “Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005);
* “Star Wars: A Guerra dos Clones” | Série animada (2008)
* “Star Wars Rebels” | Série animada (2014)
* “Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força” (2015);
* “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016);
* “Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi” (2017);
* “Star Wars: A Resistência” | Série animada (2018);
* “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018);
* “Star Wars Episódio IX: A Ascensão Skywalker” (2019);
* “The Mandalorian” | Série (2019)
* “The Bad Batch” | Série (2021)
* “O Livro de Boba Fett” | Série (2021)
* “Ahsoka” | Série (2022)
* “Obi-Wan Kenobi” | Série (2022)

Ordem cronológica dos filmes e séries de “Star Wars”

* “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999);
* “Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones” (2002);
* “Star Wars: A Guerra dos Clones” | Série animada (2008);
* “Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005);
* “Ahsoka” | Série (2022)
* “The Bad Batch” | Série (2021)
* “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018);
* “Obi-Wan Kenobi” | Série (2022)
* “Star Wars Rebels” | Série animada (2014)
* “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016);
* “Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança” (1977);
* “Star Wars Episódio V: O Império Contra Ataca (1980);
* “Episódio VI: O Retorno de Jedi” (1983);
* “The Mandalorian” | Série (2019)
* “O Livro de Boba Fett” | Série (2021)
* “Star Wars: A Resistência” | Série animada (2018);
* “Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força” (2015);
* “Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi” (2017);
* “Star Wars Episódio IX: A Ascensão Skywalker” (2019).

 

 

Por Carolina Rampi

 

 

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *