Semente das Ruas: Projeto oferece oficinas de hip-hop com foco em poesia, grafite, dança e música

Sementes da Rua
Foto: Aurélio Vinícius

Projeto será disponibilizado a partir de quinta-feira (23), com oficinas pelo YouTube

Promover a representatividade; esta é a proposta do projeto “Semente das Ruas”, que será disponibilizado a partir da quinta-feira (23) nas redes sociais do projeto, que foi aprovado no Edital do FMIC(Fundo Municipal de Investimento Cultural) nº 16/2019.

O “Semente das Ruas” nasce com o objetivo de cultivar a cultura hip-hop, um estilo de vida que busca valorizar a ocupação de espaços públicos, criando uma identidade cultural. O projeto vai trabalhar de uma forma inovadora, despertando nos jovens o interesse por leitura, poesia, música, dança, vídeo, propondo uma reflexão sobre problemas sociais, buscando tornar os jovens multiplicadores culturais, tudo isso em formato digital.

Na programação serão oferecidas oficinas de breaking com o B-Boy Fabinho Iframe, construção de letras e musicalidade com o rapper GF Gahiji, poesia com General R3 e grafite com Marilena Grolli, todos renomados artistas em suas áreas e conhecidos nacionalmente. Todas as oficinas serão disponibilizadas nos canais oficiais do projeto.

Nova perspectiva

De acordo com Angela Finger, produtora cultural e idealizadora do projeto, a experiência dos artistas envolvidos no “Semente das Ruas”, faz toda a diferença. “Todos os oficineiros são profissionais capacitados que saíram do movimento hip-hop e que hoje atuam no mercado de trabalho com um bom conceito e com isto mudaram a realidade de suas vidas e de suas famílias”, afirma Angela.

Ainda segundo a organizadora, as oficinas podem proporcionar vários benefícios, entre eles o de diminuir os índices de evasão escolar, violência e de criminalidade. “As oficinas de hip-hop promovem a melhoria do ritmo, da flexibilidade, da agilidade, coordenação motora, reduz o stress, aumentam a autoestima, combatem a depressão, reduzem a obesidade, beneficiam no processo crítico e criativo, na leitura e redação, enriquecem o vocabulário, motivam o hábito da leitura, estimulam a imaginação e o exercício do pensar, diminuindo a evasão escolar, a violência e a criminalidade”, completa.

O rapper General R3 comentou como o hip-hop o tirou da situação de rua, para se tornar um dos artistas mais atuantes do movimento, seja pela música, ou por causas sociais. R3 é voluntário da Cufa (Central Única de Favelas), que atende comunidades carentes. “Eu fiquei muito honrado por ser convidado para participar do projeto ‘Semente das Ruas’, até porque eu fui uma semente da rua. Já fui morador de rua e de certa forma eu tenho contato com o hip-hop desde os 14 anos. O hip-hop me trouxe disciplina para que eu não piorasse a minha situação. Eu tinha um sonho com o hip-hop, até porque eu dançava, era dançarino de break. Eu aprendi muito com a disciplina e a filosofia do hip-hop. São lições que eu trago para minha vida toda”.

Expectativa

General R3 afirma que preparou algo divertido, com uma pitada de humor nos vídeos. “Tentei abordar o assunto de forma dinâmica e divertida, pois entendemos que poesia é algo relativo a aula de português, então trabalhei de forma que ficasse compreensível e legal o assunto. Tem até uma pitada de humor nos vídeos. Mas é algo que vai facilitar a escrita de quem quer aprender”, afirma o rapper.

A artista visual Marilena Grolli aposta no ineditismo do formato e em suas oficinas de grafite utilizou a linguagem lúdica que abrange em seu público até as crianças. “Este projeto tem um formato específico e para mim é muito importante. Tem seu ineditismo. Não que não existam oficinas de grafite na internet, existe, mas não com essa duração e com essa qualidade em que estão sendo desenvolvido os vídeos”, afirma Grolli, que totaliza cinco horas de oficina.

Para o rapper Gerenal R3, o projeto tende a continuar. “Creio que vai ser o primeiro de muitos. Um material de excelente qualidade com intérpretes de muito valor no nosso Estado. Uma aula inicial de se encher os olhos”, pontua.

Hip-hop

O hip-hop nasceu nas ruas e propõe valorizar a ocupação dos espaços públicos. Mais que um gênero musical, é uma cultura popular, que surgiu nas comunidades de origem africana, caribenha e latina, localizadas n o s subúrbios de Nova York, em meados da década de 1970, em um contexto urbano violento, onde predominava a criminalidade, os jovens tinham apenas as ruas como forma possível de lazer. No Brasil, o berço do hip-hop é a cidade de São Paulo.

Na década de 1980, ocorriam festas e encontros de jovens. Nessas festas, foram formados diversos artistas de renome, como Thaíde, DJ Hum, Rappin Hood e os próprios Racionais MC’s. Conheça o projeto por meio do link: https://www.instagram.com/ sementesdasruas/.

(Texto de Beatriz Magalhães)

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