Resident Evil: Nova adaptação da famosa franquia da Capcom agrada crítica e aposta no terror raiz com direção de Zach Cregger

Foto: Reprodução
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O novo filme de Resident Evil chega aos cinemas hoje com a missão de devolver à saga o que, segundo o próprio diretor, nunca foi feito de verdade no cinema: o survival horror.

Dirigido e corroteirizado por Zach Cregger — de Noites Brutais (2022) e A Hora do Mal (2025) — ao lado de Shay Hatten (John Wick 3 e 4), o longa traz uma história inédita ambientada no universo da Capcom, sem adaptar diretamente nenhum jogo. A proposta, segundo Cregger, foi preservar a essência da franquia enquanto cria uma nova porta de entrada tanto para fãs quanto para o público geral.

O elenco traz Austin Abrams (A Hora do Mal, Euphoria) como protagonista, Paul Walter Hauser (Quarteto Fantástico: Primeiros Passos), Kali Reis (True Detective), Zach Cherry (Ruptura) e Johnno Wilson.

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Sinopse

Na trama, Bryan (Austin Abrams), um entregador de medicamentos, está a caminho do Hospital Geral de Raccoon City para deixar uma encomenda. O que parecia rotina se transforma em pesadelo quando o surto viral explode. Preso nas ruas tomadas por criaturas mutantes, ele inicia uma corrida desesperada e violenta para sobreviver a uma única e terrível noite.

O filme se passa durante os eventos de Resident Evil 2 (1998) e acompanha esse cidadão comum — não um policial ou soldado — vivendo o caos de forma gradual.

A inspiração nos games

Em entrevista recente, Cregger revelou que suas principais referências foram Resident Evil 4 e Resident Evil 7. “Eu gosto da ideia de pegar o ritmo e a escala do 4 e usar alguns dos elementos de personagens do 7”, explicou.

Em uma sessão de perguntas e respostas no Reddit, o diretor disse que fez questão de levar para o cinema a mecânica de gerenciamento de recursos dos jogos:

“Você saberá quantas balas estão na arma dele. Você vai se importar quando ele errar um tiro. Essa é uma das coisas que fazem os jogos parecerem tão intensos e se traduz muito bem no filme. Eu também quero que os espectadores estejam bem cientes da saúde dele à medida que avança”, escreveu pelo perfil da Sony Pictures.

Para Cregger, esse é o primeiro filme de survival horror de verdade: “Eu nunca vi um filme de survival horror. Meu grande objetivo foi fazer um filme que transmitisse a sensação que você tem quando joga Resident Evil”.

O que os primeiros espectadores disseram

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As primeiras reações já circulam e são positivas. Quem viu os 30 minutos iniciais exibidos para a imprensa destacou a atmosfera “suja e brutal” da produção.

Segundo o NME, um dos comentários mais repetidos foi que Cregger “fez um banger”: sem mão na roda para o público, violento do início ao fim. A atuação de Abrams foi descrita como “hilariamente atrapalhada e, ao mesmo tempo, profundamente perturbada”.

O site JoBlo destacou “um dos sustos mais geniais do ano” e a quantidade de easter eggs visuais e sonoros da Umbrella Corporation. O próprio diretor definiu o longa como o filme mais violento da carreira — o que, vindo de quem fez Barbarian, não é força de expressão.

Curiosidades

O longa é um reboot total e não tem ligação com a saga estrelada por Milla Jovovich e nem com Bem-Vindo a Raccoon City (2021). Personagens clássicos como Leon S. Kennedy e Claire Redfield foram deixados de fora de propósito para aumentar a sensação de isolamento.

As filmagens principais aconteceram em Praga, na República Checa, com prioridade para maquiagem e animatrônicos em vez de computação gráfica pura, incluindo uma criatura gigante feita pela lendária Legacy Effects. A produção custou cerca de 80 milhões de dólares, o maior investimento da franquia até hoje.

A direção focou em criar um terror de sobrevivência puro, sem alívio cômico. “Resident Evil não tem piadas, mas tem senso de humor”, afirmou Cregger.

Resident Evil (2026) estreia hoje em todo o país, inclusive em salas IMAX, com classificação indicativa para maiores de 18 anos. Os ingressos já estão à venda.

 

Marcelo Rezende

 

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