Com 43 anos de carreira, Jerry Espíndola lança o álbum “40 Tons”, que reúne diversas colaborações com compositores de diferentes gerações e quatro produtores, em show gratuito
Celebrando mais de quatro décadas dedicadas à música, Jerry Espíndola apresenta um novo capítulo de sua trajetória artística com o álbum “40 Tons”, projeto que simboliza maturidade, reinvenção e inquietação criativa. O lançamento será comemorado com uma apresentação especial no dia 26 de fevereiro, às 20h, no Teatro Prosa, no Sesc Horto, em Campo Grande, com entrada gratuita ao público.
Reconhecido como um dos nomes mais inventivos da cena musical sul-mato-grossense, o artista chega ao seu 12º disco entre trabalhos individuais e coletivos, reunindo 12 faixas, a maioria inédita, construídas em parceria com diferentes compositores, unindo novas vozes a criadores já consagrados da música brasileira.
“40 Tons” marca um momento singular na carreira de Jerry. Pela primeira vez, o músico optou por dividir a produção do álbum entre quatro produtores distintos, que assinam blocos de três canções cada, criando diferentes atmosferas sonoras dentro de um mesmo projeto. A proposta amplia as possibilidades estéticas do disco e reforça o diálogo entre gerações e estilos.
Com lançamento previsto nas plataformas digitais para o dia 27 de fevereiro de 2026, à meia-noite, o trabalho também investe fortemente na experiência audiovisual. Todas as músicas ganharão vídeos, entre lyric videos e clipes, reforçando a proposta de transformar o álbum em uma obra que vai além do áudio, explorando imagem, narrativa e identidade visual próprias.
43 anos em 12 faixas
Ao completar 43 anos de trajetória artística, Jerry Espíndola apresenta “40 Tons” como um retrato da pluralidade que marca sua caminhada na música. O cantor e compositor explica que a proposta do álbum nasceu da ideia de reunir quatro produtores diferentes no mesmo projeto, o que também orientou a escolha do repertório.
As 12 faixas inéditas, todas interpretadas por ele, foram pensadas para traduzir essa multiplicidade estética e criativa que, segundo o artista, sempre esteve presente em sua forma de compor.
“‘40 Tons’ surgiu a partir dessa vontade de dividir a produção com quatro pessoas diferentes, e isso influenciou diretamente na seleção das músicas. Eu também queria gravar 12 canções inéditas na minha voz, algo que representasse de maneira fiel essa diversidade que faz parte de mim como compositor ao longo desses 43 anos”, conta Jerry para a reportagem.
Ao falar sobre o processo de criação de “40 Tons”, Jerry Espíndola destaca que o álbum também funciona como um recorte de diferentes momentos de sua trajetória. As canções foram compostas ao longo de 14 anos, entre 2006 e 2020, período que permitiu reencontros com parceiros de longa data e a construção de novas conexões criativas. Para o artista, essa diversidade de colaborações reforça o caráter coletivo do projeto e amplia as possibilidades expressivas das músicas.
“As composições nasceram em períodos bem distintos, entre 2006 e 2020, então elas carregam fases diferentes da minha vida. Nesse tempo, tive a chance de compor tanto com parceiros antigos quanto com nomes mais recentes, e isso trouxe essa mistura de experiências e visões que o disco apresenta”.
Parcerias
Em “40 Tons”, a força das parcerias se consolida como um dos principais pilares do projeto. Jerry afirma que não se trata de uma questão de preferência entre compor sozinho ou acompanhado, mas de vivências criativas distintas: quando trabalha de forma individual, o resultado tende a ser mais íntimo e pessoal; já nas colaborações, o processo se torna único e coletivo, ampliando horizontes artísticos.
O músico destaca ainda que aprecia profundamente o ato de compor e considera as parcerias uma extensão natural desse exercício, ressaltando que o contato constante com novos artistas favorece o surgimento de colaborações espontâneas e fortalece a identidade sonora do trabalho.
No álbum, Jerry divide a autoria com parceiros históricos como Alzira E, com quem mais compôs ao longo da carreira e assina quatro canções do disco, além de Arruda, Anelis Assumpção, Adriano Magoo e Rodrigo Teixeira. Também aparecem novas parcerias com Magno Abreu e Luana Fernandes, além de dois encontros marcantes na composição: um com Paulo Simões e Antônio Porto, e outro com Chico César, na faixa “Teu”, que carrega uma história especial.
Além das composições, “40 Tons” conta com participações especiais que ampliam ainda mais o alcance afetivo e musical do álbum. Geraldo Espíndola canta em “Caia no Samba”; Alzira E e Marina Peralta dividem os vocais em “Para Não Haver Prisão”; Luana Fernandes participa de “Blusa Amarela”; Ruschel aparece em “Me Queira”; Raphael Vital toca viola em “Blusa Amarela” e “Velho Hospício”, faixa que conta ainda com a participação de Tetê Espíndola. O músico e arranjador paraguaio Orlando Bonzi assina violões e vocais em “Teu”.
“Os parceiros têm influência direta no resultado final de uma curadoria como essa, ainda mais sendo músicas inéditas na minha voz. Eu escolhi as canções também pela diferença de estilo entre eles, porque gosto dessa variedade no meu trabalho, seja nas temáticas poéticas ou nas propostas rítmica”, afirma Jerry.
A estrada até aqui
Ao revisitar o início da carreira, nos anos 1980, Jerry reconhece transformações naturais no modo de compor e produzir, mas afirma que a essência permanece intacta. O artista aponta que sua identidade musical continua fortemente ligada às referências familiares e às sonoridades da região de fronteira que marcaram sua infância. Ao longo de 43 anos, ele avalia ter amadurecido tecnicamente, tornando-se mais criterioso, sobretudo na construção das letras.
“Desde o começo, carrego muito das influências dos meus irmãos, Celito, Geraldo, Alzira e Tetê e das músicas da fronteira que sempre fizeram parte da minha vida. Isso nunca mudou. O que mudou foi o amadurecimento: hoje sou mais atento e exigente, principalmente com as letras, buscando sempre aprofundar o que quero dizer”.
Show
No show, Jerry estará acompanhado da banda com Sandro Moreno na bateria, Rodrigo Teixeira no baixo, Gabriel Andrade na guitarra e Julio Queiroz nos teclados e guitarra e ainda terá como convidados, artistas que participaram do álbum, Raphael Vital, Ruschel e Ana Lua. O álbum “Jerry Espíndola 40 Tons” será lançado pelo selo Orum Sounds do sul-mato-grossense Vinil Moraes, que organiza também o lançamento do trabalho nas plataformas.
O álbum “40 Tons” conta com financiamento da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Ministério da Cultura (MinC), do Governo Federal, via edital da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Setesc e Governo do Estado. Acompanhe este e outros trabalhos do artista no Instagram (@jerryespindola).
Serviço: Jerry Espíndola comemora 43 anos de trajetória artística com o lançamento do álbum “40 Tons” em apresentação especial no dia 26 de fevereiro, quinta-feira, às 20h. O show será realizado no Teatro Prosa, no Sesc Horto, localizado na Rua Anhanduí, nº 200, na região central de Campo Grande. A entrada é gratuita e aberta ao público.
Amanda Ferreira
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