O público de Campo Grande terá a oportunidade de acompanhar, gratuitamente, uma seleção de produções que disputam uma das principais premiações do audiovisual brasileiro. Entre os dias 2 e 11 de julho, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) recebe a Mostra Grande Otelo 2026, iniciativa que reúne 16 longas-metragens finalistas do prêmio e aproxima a população das obras que concorrem ao voto popular.
As sessões serão realizadas no Anfiteatro Marçal de Souza, no corredor central da universidade, por meio de uma parceria entre o coletivo Bitela Filmes e o CAVI (Centro Acadêmico de Audiovisual). Além de assistir aos filmes sem custo, os espectadores poderão participar da escolha dos vencedores da categoria de júri popular, contribuindo diretamente para o resultado da premiação nacional.
A programação integra um circuito promovido pela Academia Brasileira de Cinema, que leva os filmes indicados para exibições em diferentes regiões do país antes da cerimônia de entrega dos prêmios. Nesta edição, a mostra alcança 31 cidades distribuídas por diversos estados brasileiros, ampliando o acesso às produções nacionais e fortalecendo a circulação do cinema fora dos grandes centros.
Em Campo Grande, a iniciativa também busca ampliar as opções de acesso ao cinema brasileiro contemporâneo e incentivar o contato do público com obras de ficção, comédia e documentários. A expectativa dos organizadores é que o evento fortaleça o cenário audiovisual local, estimule novos realizadores e transforme a universidade em um espaço de encontro entre estudantes, profissionais da área e amantes da sétima arte.
Em terras pantaneiras
Para o presidente do CAVI, Marcelo Henrique, a chegada da Mostra Grande Otelo à UFMS amplia o acesso da população ao cinema brasileiro, especialmente a produções que não passaram pelo circuito comercial da cidade.
“Acredito que a mostra representa uma forma de democratizar o acesso ao cinema, porque muitos desses filmes não chegaram às salas comerciais de Campo Grande. Com entrada gratuita e uma divulgação mais ampla, conseguimos aproximar o público dessas produções”, destaca.
A iniciativa também busca transformar a universidade em um espaço de difusão cultural, aproximando estudantes, realizadores e o público em geral, além de incentivar o crescimento do audiovisual sul-mato-grossense e revelar novos talentos locais.
“Também é uma oportunidade de transformar a UFMS em um espaço de difusão artística e fortalecer o audiovisual no Estado, mostrando o potencial dos novos realizadores que estão surgindo”, completa.
Na avaliação da organização, a realização da mostra na UFMS também responde à necessidade de ampliar os espaços dedicados ao cinema fora do circuito comercial. A estrutura do Anfiteatro Marçal de Souza foi apontada como um diferencial para garantir uma experiência de qualidade ao público e criar um ambiente favorável ao debate sobre a produção audiovisual brasileira e ao fortalecimento de novos realizadores no MS
“Quando discutimos acesso ao cinema, também precisamos pensar onde esses filmes estão sendo exibidos e quem consegue assisti-los. Campo Grande ainda tem poucos espaços para esse tipo de produção, e a mostra ajuda a preencher essa lacuna. O Marçal oferece uma estrutura técnica que valoriza as exibições e cria um espaço para que as pessoas assistam, conversem sobre os filmes e reflitam sobre o que está sendo produzido no país e também no nosso Estado”, aponta Marcelo.
Marclo afirma que a parceria para sediar a Mostra foi aceita imediatamente por estar alinhada ao objetivo de ampliar o acesso ao cinema brasileiro. Para ele, receber um evento de alcance nacional na universidade fortalece a circulação de obras que dificilmente chegam ao público local e reforça o papel da instituição como espaço de formação e difusão cultural.
“Quando surgiu o convite para essa parceria, aceitamos de imediato porque acreditamos na importância de democratizar o acesso ao cinema. A Mostra Grande Otelo valoriza os espaços de exibição e aproxima o público das produções brasileiras. Trazer esse evento para Campo Grande representa uma oportunidade de fortalecer a cultura e ampliar o contato das pessoas com o audiovisual nacional”, finaliza.
Cidades
A realização da mostra em Campo Grande faz parte de um circuito nacional que percorre 31 municípios brasileiros. Além da capital sul-mato-grossense, o projeto passará por cidades de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Pará, Paraíba e Tocantins. A iniciativa amplia o alcance das produções nacionais e leva os filmes finalistas a diferentes públicos antes da cerimônia de premiação.
A chegada do evento à Capital é resultado da articulação entre o coletivo Bitela Filmes e o CAVI (Centro Acadêmico de Audiovisual) da UFMS. Formado por profissionais e entusiastas do audiovisual, o grupo desenvolve ações voltadas à produção cinematográfica e à difusão cultural, com foco na valorização do cinema brasileiro e na criação de espaços para formação de público.
Segundo os organizadores, a escolha da universidade como sede busca aproveitar a estrutura disponível para projeções e, ao mesmo tempo, aproximar estudantes, realizadores e a comunidade em geral. A proposta é oferecer uma alternativa às exibições comerciais tradicionais, ampliando o acesso a obras independentes e incentivando o interesse pelo cinema nacional.
Além das sessões gratuitas, a organização espera que a mostra contribua para fortalecer o cenário audiovisual de Campo Grande e desperte o interesse de novos profissionais da área. Informações sobre a programação completa e futuras atividades promovidas pela Bitela Filmes podem ser acompanhadas pelas redes sociais do coletivo.
Programação
A programação da Mostra Grande Otelo em Campo Grande será realizada entre os dias 2 e 11 de julho, no Anfiteatro Marçal de Souza, localizado no corredor central da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Ao longo de oito dias, o público poderá assistir gratuitamente aos 16 filmes finalistas do Prêmio Grande Otelo 2026, distribuídos entre as categorias de ficção, comédia e documentário. Além das exibições, os espectadores terão a oportunidade de participar da votação que definirá o vencedor da categoria de Júri Popular.
As sessões começam no dia 2 de julho com os longas Agentes Muito Especiais, às 17h, e O Último Azul, às 20h. No dia seguinte, serão exibidos Velhos Bandidos e O Agente Secreto. A programação continua no dia 4 de julho com Sexo, às 13h, seguido de Manas, às 15h.
Após uma pausa no domingo e na segunda-feira, a mostra retorna em 7 de julho com as exibições de A Queda do Céu e Sonhar com os Leões. No dia 8, o público poderá acompanhar os documentários Apocalipse nos Trópicos e Uma Mulher sem Filtro. Já em 9 de julho, entram em cartaz Hora do Recreio* e O Filho de Mil Homens.
A programação será encerrada nos dias 10 e 11 de julho. Na sexta-feira serão exibidos Mambembe e Homem com H. No sábado, último dia da mostra, as sessões ficam por conta de C.I.C – Central de Inteligência Cearense e do documentário Ritas, que encerra o circuito em Campo Grande. Todas as sessões são gratuitas e abertas ao público, respeitando a classificação indicativa de cada produção.
Amanda Ferreira
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