Com apoio do Jornal O Estado, idosos atendidos pelo Cras Vida Nova vão ao cinema

Foto: Roberta Martins
Foto: Roberta Martins

Oportunizada pelo jornal O Estado, a tarde desta quinta-feira (5), foi diferenciada para os idosos que participam do Grupo de Convivência Intergeracional, do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Vida Nova, que puderam assistir à uma sessão de cinema em um shopping próximo do bairro.

Ao todo, 43 senhoras e dois senhores, sendo que alguns nunca tinham ido ao cinema, foram presenteados com ingressos. O filme escolhido, a animação “Cara de Um, Focinho do Outro”, traz exatamente a mensagem que a diretora do CRAS, Adriana Nascimento Lopes, pretende passar para os idosos em todas as atividades feitas com eles por meio do grupo, que se reúne às quintas para momento de lazer e convívio.

“Queremos que eles não se esqueçam da infância, por isso escolhemos um desenho para assistir. O filme fala justamente sobre não se esquecer, mesmo quando gente grande, da criança que sempre fomos e que devemos sonhar sempre”, explicou.

A diretora ainda acrescenta que toda semana há atividades diferentes para que o grupo possa socializar. Os encontros são marcados por bailes, bingo, festa de aniversário quando algum deles completa idade. Adriana aproveitou para agradecer pelo presente dado pelo jornal. “A gente agradece o Jornal do Estado, porque sem vocês não conseguiríamos.”

Além dos idosos, grupos como mulheres vítimas de violência e crianças pertencentes à famílias de baixa renda atendidas pelo CRAS também já tiveram, anteriormente, a oportunidade de assistirem filmes no cinema.

Momento de aproveitar a vida
No grupo, composto majoritariamente por mulheres acima dos 60 anos, muitos eram os casos de quem nunca foi ao cinema antes, seja por falta de recursos ou por falta de tempo para aproveitar a vida para além do trabalho e dos cuidados com filhos e família.

Com o brilho nos olhos de quem está prestes a viver uma experiência pela primeira vez na vida, Maria de Lourdes Ibarra Gonçalves, de 68 anos, conta que, apenas atualmente, está se permitindo viver.

“Eu tô me dando a liberdade de ter aquilo que eu antes na juventude eu não tive. Hoje eu tenho a liberdade de sair um pouco pra cuidar de mim”, afirmou, visivelmente animada.
Outra assistida pelo CRAS que nunca tinha ido ao cinema por sempre se dedicar à família, foi Mujacir Alves, de 69 anos. Ela conta que frequenta o grupo há seis meses, já que agora tem tempo de cuidar de si e tem esperança na vida. Ela é mãe de sete filhos, avó de 15 netos e tem um tataraneto.

“Eu estou muito feliz. Vou fazer 70 anos e espero muito mais na minha vida.Tenho esperança”, disse.

A ida ao cinema também foi um dia especial para a venezuelana Giomar Adela Boada Carrilho, 69 anos. Ela conta que está no Brasil há três anos, o mesmo tempo que recebe assistência do CRAS, e ainda não tinha tido a oportunidade ver como é o cinema brasileiro.

“Já fui no cinema da Venezuela, mas é a primeira vez aqui no Brasil. Acho que vai ser diferente, porque aqui a tecnologia é muito mais avançada, eu acho. Estou feliz com esse cinema”, afirmou.

Maria Argentina Almeida de Freitas, de 74 anos, já viu filmes no cinema, mas, ainda assim, estava feliz pela tarde ao lado dos companheiros de grupo. Ela aproveitou para agradecer o apoio do jornal para a realização desse dia. “Eu espero que seja um filme bom e a gente está feliz, a gente gosta de participar, de sair, de ser feliz. Muito obrigada vocês que estão oferecendo para gente esse filme”, pontuou.

Por Ana Clara Julião

 

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